quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
A Verdade
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
2010 com os 10 de Deus
2º Não tomarás o Nome de Deus em vão.
3º Santificarás as festas.
4º Honrarás a teu pai e a tua mãe.
5º Não matarás.
6º Não cometerás atos impuros.
7º Não roubarás.
8º Não dirás falso testemunho nem mentirás.
9º Não consentirás pensamentos nem desejos impuros.
10º Não cobiçarás os bens alheios.
Tenham um ano de compromisso com Deus
Que Ele os abençoe e as suas famílias
Ana Maria C. Bruni
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
No mundo dos demonios não existe compaixão
sábado, 28 de novembro de 2009
Juiz de Itacaré pede exoneração
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
e o silêncio da SPM em relação a vinda do Presidente do Irã?
Não foram suficientes milhares de dias,horas...
Nada aprendemos com a história
Nem nos impressionamos com as ruínas das grandes civilizações
Passamos por estes séculos como turistas,viajamos!
Não nos espelhamos nos exemplos heróicos
Nada absorvemos
Nada garantimos
Nem para nós nem para nossas filhas
Negamos as atrocidades
Silenciamos aos apedrejamentos
Negamos nossos direitos
Nossos ventres parem machos, não homens
Nossas bundas valem euros
Nosso som silenciou à realidade
Mendicantes do milênio!
Mulher
Não confunda o amor a pátria,
pelo desprezo do governo em nossa relação
Não se contentem com migalhas
Não se satisfaçam em galgar um degrau
Dignidade Mulher!
Pelos direitos a que temos direito!
Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres 2009
"Uma vida sem violência é um direito das mulheres. Comprometa-se. Tome uma atitude. Exija seus direitos",
Lançada, na Câmara dos Deputados, edição 2009 da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
As bancadas femininas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República e a Organização Não-Governamental Agende Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento AGENDE lançaram, na tarde desta quarta-feira (18), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, a edição 2009 da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Este ano, o tema da mobilização nacional é focado nas chamadas violências "sutis", ou seja, atos de violência moral, psicológica e de controle econômico e de sociabilidade, entre outros, considerados "normais" ou "naturais" por estarem arraigados nas relações de gênero e porque, muitas vezes, não são direta ou claramente percebidos como violência pela sociedade e pelas próprias mulheres vitimadas.
Com o slogan "Uma vida sem violência é um direito das mulheres. Comprometa-se. Tome uma atitude. Exija seus direitos", a Campanha 16 Dias de Ativismo é promovida em todo o País entre os dias 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra) e 10 de dezembro e em mais 158 países, no período de 25 de novembro a 10 de dezembro.
...
Comprometa-se: Participe de outras Campanhas
Todos e todas temos responsabilidade de eliminar a violência contra as mulheres, trabalhando juntos: mulheres, meninas, homens, meninos, e pessoas de todas as gerações, ofícios, orientações sexuais, posições políticas e estratos socioeconômicos. Por isso, todos e todas temos um papel a desempenhar.
Reconheça e celebre as conquistas para pôr fim à violência contra as mulheres, critique atitudes que reproduzem padrões que subordinam as mulheres, acompanhe as políticas e programas governamentais para evitar retrocessos e cobrar avanços. Estimule a participação de cada um/a no enfrentamento dessa questão. Comprometa-se com o fim da violência contra as mulheres.
Existem diversas maneiras de se comprometer com essa importante causa, seja de forma coletiva, seja por meio de atitudes individuais. Além da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, há outras campanhas de mobilização e sensibilização sobre o tema.
Conheça algumas:
· Acesse a página da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo, organizada pelo Centro para Liderança Global das Mulheres (Center for Womens´s Global Leadership)· Participe da Campanha Democracia no Mundo e em Nossas Vidas: pelo Fim da Violência contra as Mulheres, promovida pela organização SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia
· Participe da Campanha "Fale sem medo não à violência doméstica" do Instituto Avon
· Participe da Campaña Podemos Detener la Violencia contra las Mujeres en América Latina y el Caribe, impulsionada pela RSMLAC Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe, em quatro países da região, com apoio de Oxfam-Novib: Brasil (Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos), Bolivia (Centro de Información y Desarrollo de la Mujer, CIDEM), Haiti (Solidarite Fanm Ayisyen, SOFA ) e Guatemala (Agrupación de Mujeres Tierra Viva).
· Participe da Campaña RSMLAC 25 de Noviembre: Por las Mujeres del Tercer Milenio. Basta de discriminación, exclusión y violencias, da RSMLAC Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe.
· Participe da Campanha do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, "Únete para poner fin a la violencia contra las mujeres" (em espanhol).
Veja, em inglês, a Campanha do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) Say NO UNiTE to End Violence against Women (em inglês).
A Campanha mundial do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, tem o objetivo de mobilizar a opinião pública e os órgãos de decisão em nível mundial em três frentes: na promoção de ações em nível global, na priorização de programas em prol das mulheres no âmbito das Nações Unidas e no estímulo de colaborações com governos e entidades nacionais. Ela vai durar até 2015 e coincide com a execução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
A campanha regional latino-americana é coordenada pela Guatemala. Acompanhe as atividades no blog da Campanha regional.
No Brasil, a Campanha "Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres" visa a adesão e engajamento de homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres, por meio do comprometimento público para a implementação integral da Lei Maria da Penha e efetivação de políticas públicas que visam o fim de qualquer forma de violência contra as mulheres. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Papai, Instituto Promundo, Agende - Ações em Gênero e Cidadania, Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher(Unifem) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Tome uma atitude. Comprometa-se com o combate à violência contra as mulheres e inclua seu nome na lista de assinaturas.
Comprometa-se. Tome uma atitude. Exija seus direitos.
...
Tome uma atitude: junte-se a uma rede, lista ou comunidade virtual
O ativismo pode ocorrer em diversos espaços por qualquer pessoa que queira tomar uma atitude para o fim da violência contra as mulheres, obter informações e conhecimento sobre o tema, divulgar e dividir essas informações com os outros. Juntar-se a uma rede, a uma lista ou comunidade virtual pode ajudar a manter você conectada/o com pessoas e organizações que compartilham com suas idéias e estão atentas para o que ocorre nessa temática.
Algumas formas de você se juntar a outros grupos ou redes:
· Apóie a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e acesse o blog
· Participe de eventos e atividades da Campanha 16 Dias de Ativismo em sua cidade veja o calendário de eventos
· Assista os vídeos da Campanha no youtube
· Leve o selo "Eu apóio a Campanha 16 Dias de Ativismo" para o seu blog, orkut, facebook
· Acompanhe as atividades da Campanha no twitter
· Participe da comunidade da Campanha no orkut
· Acesse a página da Campanha Mundial, organizada pelo Centro para Liderança Global das Mulheres (Center for Womens´s Global Leadership)
· Junte-se ao Facebook fan page da Campanha Mundial - The Official 16 Days of Activism Against Gender Violence Campaign Facebook fan page - e incentive seus amigos a se cadastrarem também.
· Pesquise quais grupos atuam em sua comunidade e veja com quais deles você se identifica. Verifique se há informativos que você pode receber gratuitamente.
· Pesquise organizações e/ou redes que trabalham para o fim da violência contra as mulheres. Conheça as redes e articulações de mulheres e direitos humanos parceiras da edição 2009 da Campanha.
· Participe das atividades de uma organização que atue para o fim da violência contra as mulheres. Pesquise e junte-se a outras listas e redes.
· Veja algumas sugestões de listas em inglês:
o For a list of other gender-related electronic forums, visit: http://userpages.umbc.edu/~korenman/wmst/forums.html
o Sexual Violence Research Initiative listserve by the Global Forum for Health Research: http://www.svri.org/activities.htm
o Communities Against Violence Network (CAVNET): http://www.cavnet2.org/
o Listserves related to HIV/AIDS and reproductive health from The INFO Project: http://www.infoforhealth.org/networks.shtml
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Luto Brasil - O mal está entre nós
sábado, 21 de novembro de 2009
Imundos ocupam cidades e países
TV Senado debate consequências da Lei Maria da Penha
As principais mudanças ocorridas no país desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor, em agosto de 2006, são tema de debate transmitido neste final de semana pela TV. A lei foi criada para facilitar a punição de atos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O programa Repórter Senado vai mostrar as novas estruturas da polícia e da Justiça criadas para atender as denúncias, desde a queixa até a prisão do agressor. O comportamento das vítimas acolhidas nas casas abrigos, as ações feitas para conter os agressores, os reflexos nos filhos das brigas entre os pais e o aumento da violência entre jovens casais são algumas reflexões propostas pelo programa. O Repórter Senado vai ao ar no sábado (21), às 20h30, e no domingo (22), às 13h30 e às 21h.
A TV Senado pode ser sintonizada nos canais UHF 36, no gama (DF); 40, em João Pessoa (PB); 43, em Fortaleza (CE); 51, em Brasília (DF); 52, em Natal (RN); 53, em Salvador (BA); 55, em Recife (PE); e 57, em Manaus (AM); pelos canais de assinatura 7, da Net Brasília; 17, da Tecsat; 118, da Sky; e 217, da DirectTV; ou ainda ser acompanhada ao vivo pelo site www.senado.gov.br/tv.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Perguntas de Yoani Sánchez de Cuba respondidas por Barack Obama
A diplomacia popular não precisa de memorandos ou declarações de intenção, faz-se diretamente entre os povos sem passar pelas chancelarias e os palácios de governo. É essa que vai acompanhada de um abraço, um aperto de mãos ou uma longa conversa na sala de uma casa. Sem aspirar flashes ou grandes manchetes, as pessoas comuns têm tirado o mundo de vários enganos, evitaram talvez um grande número de guerras e até pode ser que sejam os responsáveis por certas alianças e por alguns - poucos - momentos de paz.
De vez em quando um indivíduo sem credenciais ministeriais, nem privilégios oficiais, interpela o poder, faz-lhe uma pergunta que fica sem resposta. Os cubanos nos conformamos com que "lá de cima" ninguém tente explicar-nos ou consultar-nos sobre o percurso que esta Ilha tomará, tão parecida com um barco que faz água a ponto de naufragar. Cansada de que não nos reconheçam em nossa pequenez, decidi-me fazer sete interrogações à quem considero que estão - agora mesmo e com sua atuação - sinalizando o destino do meus país.
O conflito entre o governo de Cuba e o dos Estados Unidos, não só impede aos povos de ambas as margens de facilitar as relações, como também determina os passos - ou a ausência deles - que devem ser dados para a necessária transformação da nossa sociedade. A propaganda politica nos fala que vivemos numa praça sitiada, de um David ante um Golias e do "voraz inimigo" que está a ponto de se lançar sobre nós. Quero saber - da minha diminuta posição de cidadã - como vai evoluir este desacordo, quando vai deixar de ser o tema protagonista em todos os aspectos da nossa vida.
Depois de meses de tentativas consegui fazer chegar um questionário ao presidente norteamericano Barack Obama, com alguns desses temas que não me deixam dormir. Já tenho suas respostas - que publicarei amanhã - e quero fazer agora minhas interrogações extensivas ao presidente cubano Raúl Castro. São incógnitas que nascem da minha experiência pessoal e reconheço que cada um dos meus compatriotas poderia redigí-las de um modo diferente e particular. As dúvidas que elas encerram são tão angustiantes que não me permitem projetar como será a nação onde meus filhos crescerão.
*Deixo com vocês a continuação de ambos os questionários:
Perguntas à Raúl Castro, presidente de Cuba:
1. Quais influências negativas poderiam ter sobre a estrutura ideológica da revolução cubana uma eventual melhora nas relações com os Estados Unidos?
2. Você manifestou em várias ocasiões sua vontade de dialogar com o governo norteamericano. Você está só neste propósito? Teve que discutir com o resto dos membros do Bureau político para convencê-los de que é necessário dialogar? Seu irmão Fidel Castro concorda em por fim ao conflito entre ambos os governos?
3. Sentado numa mesa em frente a Obama Quais seriam as tres principais conquistas que desejaria obter nessa conversação? Quais você acredita que seriam as tres conquistas que poderia obter da parte norteamericana.
4. Pode enumerar as vantagens concretas que o povo cubano teria no presente e no futuro, se terminasse este desacordo entre ambos os governos?
5. Se a parte norteamericana quisesse incluir numa rodada de negociações a comunidade cubana no exílio, os membros dos partidos de oposição dentro da Ilha e representantes da sociedade civil, você aceitaria essa proposta?
6. Você considera que existe uma possibilidade real de que o atual governo dos Estados Unidos opte pelo uso de força militar contra Cuba?
7. Você convidaria Obama para visitar Cuba, como mostra de boa vontade?
Perguntas à Barack Obama, presidente dos Estados Unidos:
1. Durante muito tempo o tema Cuba tem estado presente tanto na política exterior dos Estados Unidos, como entre as preocupações domésticas, especialmente pela existência de uma grande comunidade cubano-americana. Do seu ponto de vista em qual dos dois campos deve se localizar este assunto?
2. No caso de que existisse por parte do seu governo uma vontade de dar fim ao desacordo reconheceria por isso a legitimidade do atual governo de Raúl Castro como único interlocutor válido em eventuais conversações?
3. O governo dos Estados Unidos renunciaram ao uso de força militar como modo de dar por terminado o desacordo?
4. Raúl Castro disse públicamente estar disposto à dialogar sobre todos os temas, com o único requisito de respeito mútuo e igualdade de condições. Parecem à você exigências desmedidas? Quais seriam as condições prévias que seu governo imporia para iniciar um diálogo?
5. Que participação poderiam ter os cubanos no exílio, os grupos de oposição interna e a emergente sociedade civil cubana nesse hipotético diálogo?
6. Você é um homem que aposta em novas tecnologias de comunicação e informação. Com certeza os cubanos continuamos com muitas limitações para acessar a Internet. Quanta responsabilidade tem nisso o bloqueio norteamericano à Cuba e quanta tem o governo cubano?
7. Estaria disposto a visitar nosso país?
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto
Resposta de Barack Obama à Yoani Sánchez
Presidente Barack Obama: Agradeço esta oportunidade com que me brindas para compartilhar impressões contigo e com teus leitores em Cuba e no mundo, aproveito para felicitar-te pelo prêmio María Moors Cabot da Escola Graduada de Jornalismo da Universidade de Columbia que recebeste por promover o entendimento mútuo nas Américas mediante tuas reportagens. Decepcionou-me que te impedissem de viajar para receber o prêmio pessoalmente.
Teu blog oferece ao mundo uma janela particular às realidades da vida cotidiana em Cuba. É revelador que a Internet haja oferecido `a ti e à outros valentes blogueiros cubanos, um meio tão livre de expressão, aplaudo estes esforços coletivo que fazem seus compatriotas para expressarem-se através da tecnologia. O governo e o povo estadunidense nos unimos a todos vocês em antecipação ao dia em que todos os cubanos possam se expressar livre e públicamente sem medo de represálias.
Yoani Sánchez:1. Durante muito tempo o tema Cuba tem estado presente tanto na política exterior dos Estados Unidos, como entre as preocupações domésticas, especialmente pela existência de uma grande comunidade cubano-americana. Do seu ponto de vista em qual dos dois campos deve se localizar este assunto?
Todos os assuntos de política exterior têm componentes domésticos, especialmente aqueles que concernem a países vizinhos como Cuba, de onde provêm muitos emigrantes radicados nos Estados Unidos, e com quem temos uma longa história de vínculos. Nossos compromissos de proteger e apoiar a livre expressão, os direitos humanos e um estado de direito democrático tanto em nosso país como no mundo também superam as demarcações entre o que é política doméstica e exterior. Além disso, muitos dos desafios que nossos países dividem, como a emigração, o narcotráfico e a condução da economia, são assuntos tão domésticos como estrangeiros. Enfim, as relações entre Cuba e os Estados Unidos tem de ser vistas dentro de um contexto tão doméstico como exterior.
2. No caso de que existisse por parte do seu governo uma vontade de dar fim ao desacordo reconheceria por isso a legitimidade do atual governo de Raúl Castro como único interlocutor válido em eventuais conversações?
Como foi dito antes minha admnistração está pronta para estabelecer laços com o governo cubano em áreas de mútuo interêsse, como temos feito nas conversações migratórias e sobre correio direto. Também me proponho a facilitar um maior contato com o povo cubano, especialmente entre as famílias que estão divididas, algo que é feito com a eliminação de restrições a visitas familiares e a remessas. Queremos estabelecer vínculos também com cubanos que estão fora do âmbito governamental, como fazemos em todo o mundo. Está claro que a palavra do governo não é a única que conta em Cuba. Aproveitamos toda oportunidade para interargir com todos os escalões da sociedade cubana, e olhamos para um futuro em que o governo refletirá expressamente as vontades do povo cubano.
3. O governo dos Estados Unidos renunciaram ao uso de força militar como modo de dar por terminado o desacordo?
Os Estados Unidos não têm intenção alguma de utilizar força militar em Cuba. O que os Estados Unidos apoiam em Cuba é um respeito maior aos direitos humanos e as liberdades políticas e econômicas, e une-se as esperanças de que governo responda as aspirações de sua gente de desfrutar a democracia e de poder determinar o futuro de Cuba livremente. Só os cubanos são capazes de promover uma mudança positiva em Cuba, esperamos que logo possam exercer essas faculdades de modo pleno.
4. Raúl Castro disse públicamente estar disposto à dialogar sobre todos os temas, com o único requisito de respeito mútuo e igualdade de condições. Parecem à você exigências desmedidas? Quais seriam as condições prévias que seu governo imporia para iniciar um diálogo?
Digo sempre que é hora de aplicar uma diplomacia direta e sem condições, seja com amigos ou inimigos. Com certeza, falar por falar não é o que me interessa. No caso de Cuba o uso da diplomacia deveria resultar em maiores oportunidades para promover nossos interesses e as liberdades do povo cubano.
Já iniciamos um diálogo, partindo destes interesses comuns - emigração segura, ordenada e legal, e a restauração do serviço direto dos correios. Estes são passos pequenos, porém parte importante de um processo para encaminhar as relações entre os Estados Unidos e Cuba numa direção nova e mais positiva. Não obstante estes passos, para alcançar uma relação mais normal, vai fazer falta que o governo cubano defina um curso de ação.
5. Que participação poderiam ter os cubanos no exílio, os grupos de oposição interna e a emergente sociedade civil cubana nesse hipotético diálogo?
Ao considerar qualquer decisão sobre política pública, é imprescindível escutar tantas vozes divergentes quanto possível. Isso é precisamente o que vimos fazendo com relação a Cuba. O governo dos Estados Unidos fala regularmente com grupos e indivíduos dentro e fora de Cuba, que seguem com interesse o curso das nossas relações. Muitos não estão de acordo com o governo cubano, muitos outros não estão de acordo entre si. No que devemos estar todos de acordo é que temos que ouvir as inquietudes e interesses dos cubanos que vivem na ilha. Por isso é que tudo o que vocês estão fazendo para projetar suas vozes é tão importante - não só para promover a liberdade de expressão, como também para que a gente fora de Cuba possa entender melhor a vida, as vicissitudes e as aspirações dos cubanos que estão na ilha.
6. Você é um homem que aposta em novas tecnologias de comunicação e informação. Com certeza os cubanos continuamos com muitas limitações para acessar a Internet. Quanta responsabilidade tem nisso o bloqueio norteamericano à Cuba e quanta tem o governo cubano?
Minha admnistração deu passos importantes para promover a corrente livre de informação de e para o povo cubano, partircularmente através de novas tecnologias. Temos possibilitado a expansão dos laços de telecomunicações para acelerar o intercâmbio entre o povo de Cuba e o mundo externo. Tudo isso aumentará os meios através dos quais os cubanos na ilha poderão se comunicar entre si e com pessoas fora de Cuba, valendo-se, por exemplo, de maiores oportunidades em transmissões de satélite e de fibra óptica. Isto não ocorrerá de um dia para o outro, nem tampouco poderá ter resultados plenos sem atos positivos do governo cubano. Tenho entendido que o governo cubano anunciou planos para oferecer maior acesso à Internet nas agências dos correios. Sigo estes acontecimentos com interesse e urjo que o governo permita acesso à informação e à Internet sem restrições. Quiséramos ouvir que recomendações tem para apoiar o livre fluxo de informação de e para Cuba.
7. Estaria disposto a visitar nosso país?
Nunca descartaria um curso de ação que impulsione os interesses dos Estados Unidos ou promova as liberdades do povo cubano. Ao mesmo tempo, as ferramentas diplomáticas serão usadas após preparações minuciosas e como parte de uma estratégia clara. Antecipo o dia em que possa visitar Cuba onde todo o seu povo possa gozar dos mesmos direitos e oportunidades que goza o resto das pessoas do continente.
(A versão para o espanhol foi preparada pelo escritório do Presidente Obama. O documento original em inglês aqui).
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto
...
Faz um dias que a imprensa estrangeira revelou que com o chanceler espanhol Miguel Ángel Moratinos, viajou à Havana um recado da administração norteamericana. Sugeria-se aos nossos governantes que dessem alguns passos na melhoria das liberdades cidadãs para avançar em direção ao fim do desacordo. A piscadela não foi mencionada nos meios oficiais cubanos, que intensificaram por esses dias as críticas às sanções econômica impostas pelos Estados Unidos fazem cinquenta anos. São estas restrições comerciais - no meu juízo - tão torpes e anacrônicas que podem ser usadas como justificativa para o descalabro produtivo bem como para reprimir os que pensam diferente. Chama a minha atenção, certamente, que nas prateleiras dos mercados as etiquetas e os tetrapacks mostram o que o discurso antiimperialista esconde: boa parte do que comemos é "Made in USA".
Nunca como agora havíamos estado tão dependentes dos vaivém que ocorrem em Washington ou Wall Street. A tão apregoada soberania desta ilha e o suposto exemplo de independência que ela mostra ao resto do mundo, oculta - na realidade - quão necessitados estamos dessa nação onde vivem milhares de nosso compatriotas. Na medida que as palavras de ordem políticas tornam-se mais enérgicas contra os yanquis, a população está mais dependente do fluxo econômico e migratório que se estabeleceu entre as duas margens. O estreito da Flórida parece separar-nos, porém na realidade há uma ponte invisível de afeto, apoio material e informação que une esta ilha ao terreno continental.
O sapateiro dos pobres nasceu um par de anos antes que os Estados Unidos rompesse relações com nosso país, porém a cola que usa para seus consertos é enviada por um irmão em Miami. A memória flash que aquele jovem leva pendurada no pescoço foi recebida de um "yuma" (americano) que fundeou o seu iate na marina Hemingway; a cabelereira da esquina pede as tinturas e os cremes de New Jersey. Sem essa corrente de produtos e remessas, muitas pessoas ao meu redor estariam na mendicância e no abandono. Até o whisky bebido pelos mais altos dirigentes do Partido exibe o inconfundível selo do proibido.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto
Do Blog desdecuba Generacion Y de Yoani Sánchez
Via Itacare Justiça
Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
A Campanha 16 Dias de Ativismo no Brasil
Mulheres ao redor do mundo lutam pelo fim da violência de gênero: a história da Campanha
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, criada em 1991 por feministas e movimentos de mulheres vinculadas ao Centro para Liderança Global das Mulheres (Center for Womens´s Global Leadership), ocorre atualmente em 159 países.
A Campanha começa no dia 25 de Novembro - Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres e se encerra em 10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil iniciamos Campanha no dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra. Outras duas datas integram a Campanha Mundial, o dia 1º de dezembro - Dia Mundial de Combate á Aids e o dia 06 de dezembro - Dia do massacre de Mulheres de Montreal, que gerou a Campanha Mundial do Laço Branco, no Brasil, desde 2007, Dia Nacional de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
A Campanha 16 Dias de Ativismo tem sido uma estratégica eficaz para fortalecer a ligação entre a luta local e a internacional dos movimentos de mulheres, feministas e de direitos humanos, bem como uma ferramenta de advocacy na interlocução com os governos por políticas públicas direcionadas a mulheres em situação de violência.
Em sua 19ª edição neste ano, a Campanha demonstra a criatividade, perseverança e solidariedade de mulheres do mundo todo que se organizam pelo fim da violência de gênero.
Participe você também desse movimento mundial que, apesar dos frutos colhidos, ainda tem muito a semear para a construção de um mundo em que mulheres não sejam inferiorizadas, subjugadas e maltratadas simplesmente por serem mulheres.
Comprometa-se! Tome uma atitude! Exija seus direitos! Participe da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres! Contribua e divulgue!
Do Agende
e somos filhos e filhas de Deus
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Brasil sob o olhar de Neda contra a vinda do Presidente do Irã
PSICOPATAS - Você pode ser a próxima vítima
Por muitos anos vivemos com o conceito falso de que ser PSICOPATA era o mesmo que ser doente, louco. Grande engano. Ser psicopata é o mesmo que mau caráter. Segundo a psiquiatria moderna, PSICOPATA é a pessoa desprovida de AFETO. É aquele tipo de gente que não mede esforços para atingir o que deseja, mesmo que isso custe até a vida de outra pessoa. Ou seja, PSICOPATA é aquela figura que vive para saciar os sentidos, exclusivamente.
AFETO não é só aquela imagem que temos onde uma pessoa coloca outra no colo e faz carinho e afagos. AFETO é o sentimento que nutrimos por outro ser vivo que nos faz tomar o lugar dessa outra pessoa, principalmente quando esta passa por um momento crítico. AFETO é amor ao próximo, é o que nos faz sentir pena, o que nos induz a ajudar.
O PSICOPATA não é um doente. É uma pessoa que não gosta de ninguém; usa e abusa dos outros. É extremamente inteligente e meticuloso. Calcula seus passos. Encara todos que não concordam com seus discursos como 'pedras no caminho'. Vive uma bola de neve, pois se sacia rápido com o que conseguiu e em seguida parte para o próximo objetivo, como um vampiro que não ficou satisfeito com um pescoço apenas.
O mérito deste texto e tentar desmistificar, na cabeça das pessoas, a aura de ser doente, DIGNO DE PENA. Não podemos ter pena de PSICOPATAS. Precisamos achar meios de auto defesa e urgentemente, pois ter pena só aumenta o prejuizo, já que eles aproveitam-se deste argumento para aumentar a auto-vitimização. Toda vez que é acuado ele pode ter duas reações: agressividade ou auto-vitimização.
Podemos reconhecer o PSICOPATA em muitas pessoas que nos rodeiam. Mas os que tem maior poder destrutivo são aqueles administram o dinheiro público e os que comandam mentes, como líderes religiosos. Estes últimos podem, com carisma e inteligência, convencer pessoas a cometerem atos horrendos. Já o político ladrão matará muitas vidas por causa do desejo em ter dinheiro e poder.
Mas o que marca um PSICOPATA é a sua capacidade de dormir tranquilo. Comete o ato vil e ainda sonha com carneirinhos, sem maiores problemas.
Por isso que não podemos contar com a CONSCIÊNCIA deles pois, como digo sempre, até a DOR DE CONSCIÊNCIA é para poucos.
Tente reconhecer personalidades psicopatas que te rodeiam. Tente identificar mas não caia na cilada de ter pena, pois assim você se tornará a próxima vítima
Via Blog Psicopatas
domingo, 15 de novembro de 2009
Bahia considerada um dos estados com o nível de violência contra a mulher mais elevado. Olha os Serviços de atendimento à mulher em situação de violência
Casa Abrigo Mulher Cidadã BA Simões Filho -metropolitana de Salvador
Centros de Referência à Mulher
Centro de Referência BA Lauro de Freitas
Rua Praia de Paz Jussara,s/n, Vilas do 47700-000 esperando instalação
Centro de Referência Loreta Valadares BA Salvador Rua Aristides Novis, 44 Federação
(71) 3235-4268
centroreferencialv@salvador.ba.gov.br;Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos
BA Vitória da Conquista Rua dos Andrades, n.º 114, Bairro Centro
45040-050 (77) 3424-5325
crav_mulher@yahoo.com....
Não Existe
BA Salvador Comissão de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos
(71) Fone:3329-8922
comissões@oab-ba.org.br ;BA Vitória da Conquista Núcleo de Atendimento à Mulher
(77) 3421-0456 Rua Genésio Porto - s/n-Antigo Colégio Otávio Mansur
Bairro Recreio CEP-45000000
Delegacias e Postos de Atendimento à Mulher
DEAM BA Camaçari Rua da Rodoviária, s/ n.º,Centro
42800-000 (73) 3622-4904
DEAM BA Candeias Rua 31 de Março, n.º 100,Bairro Santo Antônio
43800-000 (71) 3601-3504
DEAM BA Feira de Santana Avenida Maria Quitéria,841, Bairro Brasília
44052-150 (75) 3624-9615
DEAM BA Ilhéus Avenida Oswaldo Cruz, 43,Cidade Nova
(73) 3231-1636
DEAM BA Itabuna Praça da Bandeira, 01,Centro
45600-000 (73) 3211-5881
DEAM BA Juazeiro Ligar para Departamento de Crimes contra a Vida para checar a instalação:
(71) 3116-6445
DEAM BA Salvador Rua Padre Luis Figueiras, sn.º, Bairro Engenho Velho de Brotas
40243-320 (71) 3245-5481
deam.ssa@bol.com.br;DEAM BA Teixeira de Freitas Rua Santa Bárbara, s/n.º,Bairro Bom Jesus
(73) 3291-1552
DEAM BA Vitória da Conquista Rua Humberto de Campos,205, Bairro Jurema
45100-000 (77) 3425-8349
...
Serviços de Referência para Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual
BA Salvador Maternidade Iperba Tel.(71)/ 3453-6403 /6404 Fax:3452-5596
Rua Teixeira Barros, nº72 Brotas
BA Salvador Maternidade Tysila Balbino
(71)Tel.:3381-3558/3381-3537
Rua Baixa de Quintas, s/n CEP: 40300-450
BA Salvador Maternidade Climério de Oliveira
(71)Tel.: 3242-9966/3242-7159 Fax: 3241-8631
Rua do Limoeiro,37 Nazaré CEP:40055-150
...
Do Agende
EXIJA SEUS DIREITOS: Serviços de atendimento à mulher em situação de violência
http://www.agende.org.br/16dias/
...
Resumindo na Bahia: 01 Casa Abrigo na Capital - Não existe Defensoria Pública - 02 Atendimento Jurídico- Nem 10 DEAMS, etc. etc..
Temos mais seminários do que atendimento real.População da Bahia mais de 14.000.000.
Temos planos , pactos , campanhas, 180, dinheiro e muita publicidade, mas na real o desamparo da mulher na Bahia é vergonhoso.
sábado, 14 de novembro de 2009
Maria da Penha autografa lei que leva seu nome
Quando chegou ao estande do Senado na 13ª Feira Pan-Amazônica do Livro, em Belém (PA), na tarde desta quinta-feira (12), Maria da Penha Maia Fernandes foi recebida como uma celebridade. Muito aplaudida, a farmacêutica cearense autografou publicações fornecidas pelo senador José Nery (PSOL-PA) com a íntegra da Lei Maria da Penha
, que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher.
- Minha luta valeu a pena, mas ela não terminou com a aprovação da Lei 11.340/06. Minha questão pessoal foi resolvida, mas a batalha se tornou mais intensa porque passou a ser uma questão coletiva - disse ela para dezenas de homens e mulheres, jovens e adultos, que já a aguardavam.
Seu nome foi gritado algumas vezes por anônimos que passavam pelos corredores. Cada vez que isso acontecia, era aplaudida. Outros expressavam carinho e a agradeciam por sua luta em favor da lei que se tornou um valioso instrumento na luta das mulheres brasileiras pela dignidade e o respeito.
A razão de tamanho apreço, entretanto, é uma história de muito sofrimento. Em 1983, Maria da Penha foi baleada, enquanto dormia, por seu marido, um professor universitário. Em decorrência disso, perdeu os movimentos das pernas e passou a se locomover com o auxílio de cadeira de rodas.
O agressor ainda tentou se isentar da culpa: inventou que a bala teria sido desferida por um ladrão. Depois de um período de recuperação no hospital, Maria da Penha retornou para casa, mas sua angústia não terminou. Seu marido passou a agredi-la constantemente. Depois de algum tempo, tentou inclusive eletrocuta-la. Foi quando a farmacêutica buscou ajuda da família e conseguiu uma autorização judicial para ir morar só com as três filhas.
Em 1984, um ano depois de ser baleada, Maria da Penha começou sua batalha em busca de justiça e segurança.
Transcorridos sete anos, seu marido foi julgado e recebeu pena de 15 anos de prisão. A defesa recorreu da sentença e, um ano depois, conseguiu anular a condenação. Em 1996, foi realizado novo julgamento. Dessa vez, a pena foi de dez anos. Ainda assim, ele permaneceu em regime fechado durante somente dois anos. Organizações não-governamentais sensibilizaram-se com a situação e levaram o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O caso ganhou repercussão internacional. Paralelamente, iniciou-se a discussão de uma proposta de legislação que garantisse os direitos das mulheres, sobretudo o de não sofrer agressão. Proposta elaborada sob a coordenação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República foi encaminhada ao Congresso Nacional.
Depois de muito debate, o Parlamento aprovou um substitutivo, por unanimidade. Em 7 de agosto de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalmente sancionou a Lei Maria da Penha.
- Essa legislação veio para resgatar a dignidade da mulher brasileira, que vivia sofrendo violências e não tinha o que fazer, apenas aguentar - disse Maria da Penha.
Ela lembrou que a violência estava atingindo índices tão alarmantes que o número de órfãos vinha crescendo ano a ano.
- Toda mulher tem o direito de não sofrer violência. Por isso precisamos que a lei que leva meu nome seja mais difundida e divulgada entre a população. A imprensa precisa colaborar nessa tarefa. Temos que garantir uma vida sem violência para as nossas filhas e netas. Os que estão no poder precisam implantar políticas públicas com esse objetivo e também criar os juizados da violência doméstica e familiar contra a mulher, centros de referência, casas abrigo e também delegacias da mulher - enumerou Maria da Penha.
A socióloga Danielle Maria Viana, uma das dezenas de pessoas que estiveram no estande do Senado para receber o livro autografado com a Lei Maria da Penha, declarou que a legislação é uma busca pela paz entre homens e mulheres. Ela afirmou que a sociedade tem que reprimir a violência de qualquer tipo, e a Lei Maria da Penha contribui com esse objetivo.
Da Redação com informações de Roberto Homem / Agência Senado
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Falando em culpas
Não percebemos que vivemos entre criminosos e psicopatas!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Não se ouviu um brado em defesa de uma mulher, agora é tarde...
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Com quase uma semana de atraso, a ministra petista Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, afirmou neste domingo que vai cobrar da Uniban explicações sobre a decisão de expulsar a aluna Geisy Arruda.
Nilcéa condenou a decisão e disse que a atitude demonstra "absoluta intolerância e discriminação". "Isso é um absurdo. A estudante passou de vítima a ré. Se a universidade acha que deve estabelecer padrões de vestimenta adequados, deve avisar a seus alunos claramente quais são esses padrões", disse ela, dando vazão à argumentação da Uniban. Segundo a ministra, a ouvidoria da secretaria já havia solicitado à Uniban explicações sobre o caso, inclusive perguntando quais medidas teriam sido tomadas contra os estudantes que hostilizaram a moça. Do Vide Versus
A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), informou neste domingo (8) que vai cobrar da Universidade Bandeirante (Uniban) explicações sobre a decisão de expulsar uma aluna que usava um vestido curto e sobre o andamento das medidas contra estudantes que a "atacaram verbalmente".
Nilcéa condenou a decisão de expulsar a universitária e disse que a atitude da escola demonstra "absoluta intolerância e discriminação". "Isso é um absurdo. A estudante passou de vítima a ré. Se a universidade acha que deve estabelecer padrões de vestimenta adequados, deve avisar a seus alunos claramente quais são esses padrões", disse a ministra à Agência Brasil, ao chegar para participar do seminário A Mulher e a Mídia.
Segundo a ministra, a ouvidoria da SPM já havia solicitado à Uniban explicações sobre o caso, inclusive perguntando quais medidas teriam sido tomadas contra os estudantes que hostilizaram a moça. Na segunda-feira (9), a SPM deve publicar nova nota condenando a medida e provocando outros órgãos de governo como o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério da Educação (MEC) a se posicionarem.
As cerca de 300 participantes do seminário A Mulher e a Mídia decidiram divulgar, ainda neste domingo (8), moção de repúdio à Uniban pela expulsão da estudante Geyse Arruda, que foi hostilizada no dia 22 de outubro por cerca de 700 colegas, por usar um vestido curto durante as aulas. Aluna do primeiro ano do curso de turismo, Geyse foi expulsa da instituição, em São Bernardo do Campo (SP). A decisão foi divulgada em nota paga publicada neste domingo em jornais paulistas.
Revista Época
A CULPA DA VÍTIMA - De Yoani Sanchéz
Depois de uma agressão existem determinados míopes que culpam a própria vítima pelo ocorrido. Se é uma mulher que foi violada, alguém explica que sua saia era muito curta ou que rebolava com provocação. Se trata-se de um assalto, há os que indicam a chamativa bolsa ou os brincos brilhantes que despertaram a cobiça do delinquente. No caso em que se haja sido objeto da repressão política, então não faltam os que alegam que a imprudência foi a causadora de resposta tão "enérgica". A vítima se sente - ante atitudes assim - duplamente agredida.
As dezenas de olhos que viram como Orlando e eu fomos enfiados sob golpes num automóvel, preferiram não testemunhar, somando-se desse modo ao bando criminoso.
O médico que não atesta maus tratos físicos porque foi advertido que neste "caso" não deve ficar nenhum documento provando as lesões recebidas, está violando o juramento de Hipócrates e dando uma piscadela cúmplice ao culpado. Aos que lhes parece que deveriam haver mais hematomas e até fraturas para começar a sentir compaixão pelo agredido, não só estão quantificando a dor, como também estão dizendo ao agressor: "tens que deixar mais sinais, tens que ser mais enérgico".
Tampouco faltam os que sempre vão alegar que a própria vítima se auto-inflingiu as feridas, os que não querem escutar o grito ou o lamento ao seu lado, porém o destacam e o publicam quando ocorre a milhares de kilômetros, sob outra ideologia, sob outro governo. São os mesmos incrédulos aos que parece que a UMAP foi um divertido acampamento para combinar a preparação militar e o trabalho no campo. Esses que ainda continuam acreditando que haver fuzilado tres homens está justificado se trata-se de preservar o socialismo e que quando alguém golpeia um inconformado é porque este último o pediu com suas críticas. Os eternos justificadores da violência não se convencem frente a nenhuma evidência, nem sequer ante as breves silgas E.P.D. sobre um mármore branco. Para eles, a vítima é a causadora e o agressor um mero executor de uma lição devida, um simples corretor de nossos desvios.
Breve informe médico:
Estou superando as lesões físicas derivadas do sequestro de sexta-feira passada. Os hematomas vão cedendo e agora mesmo o que mais me incomoda é uma dor aguda na zona lombar que me obriga a usar uma muleta. A noite fui ao médico e me prescreveram um tratamento contra a dor e a inflamação. Nada que minha juventude e minha boa saúde não possam superar. Afortunadamente, o golpe que me deram quando puseram minha cara no chão do carro não afetou meu olho, senão somente a maçã do rosto e as sobrancelhas. espero estar recuperada em poucos dias.
Graças aos amigos e familiares que me tem dado atenção e apoio, estão se desvanecendo inclusive as sequelas psíquicas, que são as mais dificeis. Orlando e Claudia contudo estão em choque, porém são incrivelmente fortes e também o conseguirão. Já começamos a sorrir, que é o melhor tratamento contra o mau trato. A terapia principal para mim continua sendo este blog e os milhares de temas que, contudo, restam por abordar nele.
(Nota do editor: post ditado por telefone)
Notas do tradutor:
UMAP - Unidades Militares de Ajuda à Produção = Campos de trabalhos forçados estabelecidos em Cuba em 1965 sob a bandeira da reabilitação ideológica. Os internados incluiam uma larga variedade de "elementos anti-sociais", bem como religiosos e gays.
Os tres homens executados - Em 2 de abril de 2003, um grupo de cubanos sequestrou uma balsa com cerca de 50 pessoas a bordo, planejando ir para os Estados Unidos. Apenas uma semana depois, Lorenzo Copello, Barbaro Sevilla e Jorge Matinez foram executados por "graves atos de terrorismo".
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto
No Blog Geração Y da Yoani Sanchez
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Acontece em Cuba. Acontece em Itacaré- BA. Acontece no Brasil.
Os omissos e omissas se calam. Os poderes se unem na cúmplicidade da violência. O descaso é total. Os criminosos são reverenciados e seus nomes aceitos nos muros das cidades. A sociedade covarde silencia.
As vítimas se tornam rés.
Ana Maria C. Bruni
Mulher Reaja contra a violência contra VOCÊ
domingo, 8 de novembro de 2009
Mulher já tarde demais e não percebemos!A Barbárie tomou conta do Brasil! Protejam-se!
GEISY É EXPULSA DA UNIBAN. BARBÁRIE FASCISTÓIDE! MULHERES DO BRASIL, UNAM-SE CONTRA O "DIREITO AO ESTUPRO"
Por Reinaldo Azevedo
A Uniban expulsou a aluna Geisy Arruda, aquela cujo vestido foi considerado excessivamente curto por um bando de rapazes que se comportaram como potenciais linchadores e estupradores e por um bando de moças dispostas a coonestar o linchamento e o estupro. Já escrevi vários textos sobre esse caso. Alertei que não estávamos só diante de uma irrupção irracional de violência. O que se viu naquela, digamos, "universidade" é sintoma de uma doença que corrói o ensino universitário brasileiro, que está no auge de sua expansão bárbara. Bárbara mesmo! Agora é o dinheiro público que financia a tomada de poder pelos hunos.
Pior: a universidade expulsa a aluna com anúncio em jornal, e seu representante legal concede uma entrevista que, na prática, transforma a vítima em responsável pelo mal que a afligiu. Mais do que isso: emite juízos de valor que poderiam justificar o estupro, que fazem da mulher mero objeto da "caçada" masculina e que põem em dúvida a reputação de Geisy. A vida dessa garota estará marcada por um bom tempo, quem sabe para sempre. Num país respeitável, receberia uma indenização milionária, e a Uniban encontraria o seu devido lugar na lata de lixo da educação moral. O conjunto da obra é estarrecedor.
Quando comecei a escrever sobre esse caso, alertei os leitores que não publicaria comentários que, direta ou indiretamente, buscassem no comportamento de Geisy a justificativa ou a explicação para o comportamento fascistóide daquela horda que aparece nos vídeos do Youtube. Alguns internautas ficaram revoltados comigo; houve quem me acusasse de estar aderindo à patrulha do politicamente correto etc. Expus os meus motivos. E a minha questão central era e é esta: a minha civilização é a da inviolabilidade do corpo. Sempre me pareceu que desviar o foco dos verdadeiros criminosos aqueles que a ameaçaram e que a humilharam poderia resultar na criminalização da vítima e na proteção a seus algozes. Dito e feito! Aqueles que me censuraram então talvez estejam um tanto surpresos com o desfecho da história. Eu não estou.
A AGRESSÃO IMPUNE A UM DIREITO INDIVIDUAL, UM ÚNICO QUE SEJA, REPRESENTA A AGRESSÃO A TODOS OS DIREITOS INDIVIDUAIS. Reconhecê-los, meus queridos, supõe banir das relações sociais a força física aquelas manifestações de estupidez a que todos assistimos. Como queria Ayn Rand, a única razão de ser dos governos é proteger esses direitos da ação de grupos ou bandos. Os governos podem recorrer ao uso legítimo da força desde que seja como retaliação: contra as hordas e justamente para proteger os indivíduos.
Esse princípio constitui a melhor parte das sociedades democráticas. Não ignoro que ele está um tanto em baixa. Nos vinte anos da queda do Muro do Berlim ainda falarei a respeito neste blog , certos valores do liberalismo é que estão em crise. E voltou a ser influente em alguns círculos a tese da legitimidade da violência coletiva contra o indivíduo em nome de um suposto "bem comum". Como se o "bem comum" fosse um dado da natureza também da natureza humana e não uma construção social, como qualquer outra, manipulável e manipulada por grupos de pressão. É junto que alguém indague neste ponto: "E os tais 'direitos individuais' de que você fala, Reinaldo? Também não são uma construção?" São, sim. Mas o meu princípio é também um pressuposto: a inviolabilidade do corpo o "habeas corpus". Sem ele, resta-nos a fúria dos bárbaros.
A minha indignação com o que se fez com aquela moça não foi uma causa que abracei ao sabor da oportunidade. Ela mobiliza a minha crença mais profunda nos direitos individuais. Depois dos princípios, vamos um pouco às novas e horripilantes circunstâncias do caso.
Seres abjetos
Como se a Uniban não tivesse percorrido já toda a trilha da abjeção, a direção da universidade resolveu dar um passo a mais. Não bastasse o anúncio em jornal, que sataniza a estudante,Décio Lencioni Machado, assessor jurídico da instituição, concedeu a seguinte entrevista à Folha:
FOLHA - Por que a decisão?
DÉCIO LENCIONI MACHADO - Por meio dos depoimentos dos alunos, professores, funcionários e mesmo dela, constatou-se que a postura dela não era adequada há algum tempo. O foco não é o vestido. Tem menina que usa roupas até mais curtas. O foco é a postura, os gestos, o jeito de ela se portar. Ela tinha atitudes insinuantes.
FOLHA - Como assim?
MACHADO - Ela extrapolava, rebolando na rampa, usando roupas que os colegas pudessem verificar suas partes íntimas. Isso tudo foi dito em vários depoimentos e culminou no que ocorreu no dia 22 de outubro. Foi o estopim de uma postura recorrente da aluna.
FOLHA - Por que o anúncio? Não acham que estão expondo a aluna?
MACHADO - A exposição dela vem ocorrendo desde a semana seguinte a 22 de outubro. Ela se utilizou de todos os veículos de comunicação para divulgar [o que aconteceu] e vem declarando que, inclusive, tem interesse em ser atriz. Estamos querendo usar os mesmos veículos, não para expô-la, porque exposta ela já está, mas porque tenho compromisso com 60 mil alunos. Recebemos 4.000 e-mails de alunos, pais, pessoas da comunidade, se queixando da exposição da instituição, em especial do curso de turismo, porque as meninas estavam sendo chamadas de "putas".
Voltei
Trata-se de uma das coisas mais asquerosas que li nos últimos tempos. Quando presos, os estupradores costumam dizer que as vítimas colaboraram e, na verdade, provocaram o crime. Observem que, segundo ele, aquela estupidez foi a culminância de atos praticados por Geisy. Ela é mesmo a culpada. Em nome do "compromisso com 60 mil alunos", ele inocenta os algozes da garota e entrega a sua reputação ao apedrejamento. É assim que o sr. Machado pretende educar a sua comunidade. Se há alunas sendo chamadas de "putas" e "puta" foi o xingamento de que ela foi alvo naquele dia , ele, então, pacifica a turba oferecendo a estudante em sacrifício.
Estamos de volta ao país de Ângela Diniz, que os mais jovens nem devem saber quem é. Vale uma pequena pesquisa sobre a "Pantera de Minas", assassinada por seu namorado, que foi absolvido (o julgamento depois foi revisto). Acusação: Ângela se comportava como "puta". Ficou famosa uma frase dita pelo advogado de Doca Street, o assassino: "Ela vivia mais na horizontal do que na vertical". Esmagava-se a reputação da vítima para poder inocentar o seu algoz. É o que faz o tal advogado da Uniban que, Santo Deus!, também ministra um curso de Direito.
Geisy é uma sem-ONG
Desde o primeiro dia, tenho chamado a atenção para o fato de que Geisy, infelizmente para ela, não se encaixa em nenhuma dessas minorias de plantão. Ela é, coitada!, uma sem-ONG. Mora na periferia de Diadema e trabalhava num mercadinho do bairro. A exemplo de outros milhões, buscava num curso universitário uma chance de ascensão social, e não se pode condená-la por isso. Estivesse ligada a qualquer desses "movimentos sociais" influentes, a Uniban estaria em maus lençóis. Mas ninguém vai quer se mobilizar por uma Geisy que é só uma pessoa comum. O onguismo das minorias não deixa de ser, desenvolverei isso em outro texto, num outro dia, justamente a negação do indivíduo e dos já citados direitos individuais. Como essa moça não carrega bandeira, "ela que se dane", para lembrar frase emblemática dita por uma MULHER no dia em que ela Geisy era escorraçada da Uniban. Uniban? Mas o que é Uniban e outras "unis" que andam por aí?
Eis o problema
Disse lá no alto: há o sintoma, e há a doença. A doença está na expansão de uma universidade sem vida universitária; de uma universidade que não consegue plasmar valores que ao menos debatam e questionem o ambiente intelectualmente acanhado de onde provém a nova "clientela" essa palavra é boa que usa esse "serviço". Ela chega ao terceiro grau em razão do farto financiamento público e do barateamento dos cursos no sentido mais amplo, geral e irrestrito do "barateamento".
Alguns bocós falam de boca cheia em "democratização" da universidade. Confunde-se "democratização" com vulgarização que é mais ou menos como confundir "povo" com "vulgo". Que "universidade" é essa incapaz de transmitir a seus alunos o princípio básico do respeito ao outro ou, se quiserem, da reação proporcional àquilo que se julgou, então, "desrespeito" do outro? Ao jogar a reputação e o destino de Geisy na arena aliás, a Uniban lembra mesmo uma arena romana , que exemplo moral a direção da universidade dá aos alunos? O tal Machado parece não deixar muitas dúvidas de que ele está dando uma satisfação apenas à clientela. Agora já sabemos: na Uniban, ser "insinuante" e "rebolar", se a turba de exaltar, pode resultar em expulsão. Ameaçar alguém com linchamento e estupro não dá em nada; ao contrário até: parece ser essa uma reação considerada legítima.
Os jornais noticiaram ontem que uma outra universidade, a Unip, estava dando pen drives de presente a alunos que falassem bem da instituição em questionários do MEC. Nem preciso demonstrar que tal prática frauda o resultado do levantamento. Os exemplos do, como chamarei?, laxismo que toma conta do setor são muitos. A própria Uniban anuncia que se pode fazer o curso de graduação e pós-graduação ao mesmo tempo. É uma revolução na noção do tempo: o "pós" acontece no "enquanto". É a verdadeira revolta quântica da universidade.
E que se note: exceção feita às profissões que ponham a vida de terceiros em risco, pouco se me dá que essas coisas prosperem por aí. Se há quem queira comprar e quem queira vender e se o mercado absorve esses profissionais , virem-se. Garçom administrador de empresas é melhor do que garçom garçom? Não necessariamente talvez faça bem à sua auto-estima, sei lá. Agora, quando dinheiro público entra na jogada e o ProUni, por exemplo, é dinheiro público , aí essas instituições têm de prestar contas do que fazem, sim. E a relação deixa de ser privada do comerciante com o cliente; aí passa a ser uma questão de estado. E o governo tem sido, obviamente, relapso com esse setor da economia. O país inventou uma universidade que não universaliza, mas amesquinha o espírito.
Para encerrar
Há dias, Lula voltou a se dizer melhor do que FHC e ironizou a formação intelectual daquele que considera o seu rival, lembrando que ele próprio não havia cursado universidade nenhuma. Como sempre, fazia a apologia da ignorância e da desnecessidade do ensino universitário, embora se dizendo o maior criador de universidades do planeta. É verdade!
Temos uma universidade que Lula, com efeito, não precisaria cursar. Temos uma universidade onde ele pode ensinar. Temos uma universidade onde ele é doutor honoris causa.
Encerro com uma questão geral e outra, vá lá, privada: a decisão da Uniban e a entrevista do seu representante jurídico são duas das mais graves agressões às mulheres em muitos anos. É como se dissessem: "Saibam se comportar, ou o linchamento e o estupro as aguardam". Esta casa, em especial suas mulheres, declara o seu resoluto e irrestrito asco a essa gente. Mulá Omar, chefe do Taleban, para reitor da Uniban!
Do Blog do Reinaldo Azevedo
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No Blog Lei Maria da Penha - Lei 11.340
Ela é só uma cidadã. Então todos se calam - sobre matérias do Reinaldo Azevedo
Primeiro estupraram uma mulher
Mas eu não me importei com isso
Eu não era a vítima.
Em seguida agrediram outras
Mas eu não me importei com isso
Eu não era como elas
Logo estavam perseguindo outras mais
E eu não disse nada
Eu não vivia como elas
Em seguida abusaram sexualmente de menores
Mas eu não importei com isso
Elas não eram minhas conhecidas
Depois prenderam várias mulheres
Mas eu não me importei com isso
Porque não sou como elas
Em seguida difamaram outras
Mas eu não me importei com isso
Não era relacionado à minha vida
Também não me importei
Depois escutei seus gritos de socorro
Mas eu não me importei também com isso
Fingi que não os ouvi
Em seguida torturaram inocentes
Mas também não me importei
Estas situações acontecem com as outras
Agora estão me estuprando
Agora estão me agredindo
Agora me perseguem
Agora estão querendo me prender
Agora estão me difamando
Agora estão querendo calar a minha voz
Mas já é tarde
Como eu não me importei com as outras mulheres,
Não sobrou nenhuma para se importar comigo.
Ana Maria C. Bruni
sei... sobre Psicopatas...
Quando envolvidos em questões legais assistem com indiferença os processos, como se não tivessem envolvidos.
Quando adquirem muito dinheiro com sua atividade predatória, usam estes recursos para escapar das consequências de seus atos, além de grandes promessas de mudança e arrependimento que às vezes sensibilizam os encarregados da justiça.
Quando não têm recursos financeiros e são condenados isto não tem importância.
Vão para a prisão onde eles organizam facções criminosas, usam e vendem drogas, recebem entregas de alimentos e ´´ visitas íntimas ``. Eles não se sentem nada penalizados e a única coisa que eles temeriam fica muito afastada deles: o trabalho.
Leia mais
TPA
1) falhas em adaptar-se às normas sociais que regem os comportamentos legais, indicadas pela repetição de atos que são motivos para prisão.
2) propensão para enganar, indicada por mentiras repetitivas, uso de codinomes e manipulação dos outros para benefício ou prazer pessoal.
3) impulsividade ou falha em planejar o futuro.
4) irritabilidade e agressividade, indicado por brigas e agressões repetitivas.
5) desrespeito negligente pela própria segurança ou dos outros.
6) irresponsabilidade, indicada por falhas repetitivas em sustentar um trabalho consistente ou honrar obrigações ( financeiras ou morais ).
7) falta de remorso, indicado pela indiferença ou racionalização ao ter maltratado alguém ou roubado alguma coisa.
B - O indivíduo tem pelo menos 18 anos de idade.
C - Há evidências de transtornos de conduta com início antes dos 15 anos de idade.
D - A ocorrência do comportamento anti-social não é exclusiva do curso da esquizofrenia ou de um episódio maníaco.
Leia aqui
sábado, 7 de novembro de 2009
Sequestro estilo camorra de Yoani Sanchez de Cuba
Próximo da rua 23 e exatamente no trevo da Avenida de los Presidentes foi que vimos chegar num automóvel preto - de fabricação chinesa - tres robustos desconhecidos: "Yoani, entre no automóvel" me disse um enquanto me continha fortemente pela mão. Os outros dois rodeavam Claudia Cadelo, Orlando Luís Lazo e uma amiga que nos acompanhava para uma marcha contra a violência. Ironias da vida, foi uma tarde cheia de golpes, gritos e palavrões que deveria transcorrer como uma jornada de paz e concórdia. Os mesmos "agressores" chamaram uma patrulha que levou minhas outras duas acompanhantes, Orlando e eu estávamos condenados ao automóvel de chapa amarela, ao pavoroso terreno da ilegalidade e à impunidade do Armagedón.
Neguei-me a subir no brilhante Geely e exigimos que nos mostrassem uma identificação ou uma ordem judicial para levar-nos. Claro que não mostraram nenhum papel que provasse a legitimidade de nossa prisão. Os curiosos se comprimiam ao redor e eu gritava "Ajuda, estes homens querem nos sequestrar", porém eles pararam os que queriam intervir com um grito que revelava todo o fundo ideológico da operação: "Não se metam, estes são uns contrarrevolucionários". Ante nossa resistência verbal, pegaram o telefone e disseram à alguém que devia ser o chefe: O que fazemos? Não querem entrar no automóvel". Imagino que do outro lado a resposta foi taxativa, porque depois veio uma explosão de golpes, empurrões, me levaram de cabeça para baixo e tentaram enfiar-me no carro. Resisti na porta golpes nas juntas consegui pegar um papel que um deles levava no bolso e o meti na boca. Outra explosão de golpes para que devolvesse o documento.
Orlando estava dentro, imobilizado numa chave de karatê que o mantinha com a cabeça colada no chão. Um pôs seu joelho sobre meu peito e o outro, do assento da frente me batia na região dos rins e me golpeava a cabeça para que eu abrisse a boca e soltasse o papel. Num momento, sentí que nunca sairia daquele automóvel. "Chegaste até aqui Yoani", "Acabaram tuas palhaçadas" disse o que ia sentado ao lado do chofer e que me puxava o cabelo. No assento de trás um espetáculo invulgar acontecia: minhas pernas para cima, meu rosto avermelhado pela pressão e o corpo dolorido, do outro lado estava Orlando restringido por um profissional da surra. Só consegui agarrrar este - através das calças - nos testículos, num ato de desespero. Afundei minhas unhas, supondo que ele iria continuar esmagando meu peito até o último suspiro. "Mate-me já" gritei, com o último fôlego que me restava e o que ia na parte da frente advertiu ao mais jovem "Deixe-a respirar".
Escutava Orlando ofegar e os golpes continuavam caindo sobre nós, pensei em abrir a porta e atirar-me, porém não havia uma maçaneta por dentro. estávamos a mercê deles e escutar a voz de Orlando me dava ânimo. depois ele me disse que o mesmo ocorria com as minhas palavras entrecortadas elas lhe diziam "Yoani continua viva". Nos descartaram doloridos numa rua de la Timba, uma mulher acercou-se "O que lhes aconteceu?" "Um sequestro", atinei de dizer. Choramos abraçados no meio da calçada, pensava em Teo, por Deus como vou explicar-lhe todos esses hematomas. Como vou dizer-lhe que vive num país onde isto acontece, como vou olhá-lo e contar-lhe que a sua mãe, por escrever um blog e por suas opiniões em kilobytes, foi agredida em plena rua. Como descrever-lhe a cara despótica dos que nos colocaram a força naquele automóvel, o prazer que se notava ao pegar-nos, ao levantar minha saia e arrastar-me semi-nua até o carro.
Consegui ver, não obstante, o grau de temor de nossos atacantes, o medo ao novo, ao que não podem destruir porque não compreendem, o terror valentão dos que sabem que tem seus dias contados.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto
Assista o video da Marcha contra a violência
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Como chegar em Itacaré
Roteiro para chegar a Itacaré via Norte/ Salvador
De 2:30 de carro.
De ônibus pela Rota cerca de 04:30
Fotos do Itacare.com
Visão aérea de Itacaré acesse Itacare-ba.net
Conheça a Pousada Arcádia em Itacaré
Fotos do Itacare-ba.net
Pousada Arcádia - Itacaré - BA
FOTOS - Video Arcádia
Av. Magaly 180 - Bairro Passagem
E-mail: pousadaarcadia@uol.com.br
Central de Reservas :: tel/fax :: 073 - 3251- 2596 / 9977-2546
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Convite ao Governador para o dia da inauguração da ponte Itacaré Camamu
Em Itacaré tentativa de fuga da Delegacia
A delegada Lisdeily Nobre neste momento se desloca para o município com o objetivo de apurar melhor a situação. Mas, a policial adiantou que, muitos traficantes de Itabuna estão sendo presos em Itacaré e poderiam entender que seria mais fácil de fugir pelo fato de ter um efetivo reduzido. "Realmente temos um efetivo bem menor, mas estamos preparados.As primeiras informações dão conta que ao conseguir sair da cela o traficante tentou contra a vida do policial de plantão e tombou", informa.
Itacaré recebendo as baronesas
A consciência da consciência - Olavo de Carvalho
Embora estes artigos venham repletos de análises de situações políticas concretas, raramente reproduzo neles algo dos fundamentos de filosofia política e filosofia geral que transmito nos meus cursos. O resultado é que as análises ficam boiando no ar como balões sem dono, soltas do fio que as amarra ao solo comum. Vou aqui remediar isso um pouco, explicando um apenas um daqueles fundamentos.
O fato de que nas ciências ditas humanas o sujeito e o objeto do conhecimento sejam o mesmo foi muitas vezes lamentado como causa de distorções subjetivistas incompatíveis com as pretensões do rigor científico.
No esforço de eliminar essas distorções, muitos estudiosos tentaram constituir aquele objeto como entidade do mundo exterior, à maneira dos fatos da natureza, neutralizando o viés subjetivo do observador. Acontece que aquela coincidência de sujeito e objeto é a verdadeira e efetiva situação de conhecimento nas ciências humanas, e não vejo por que fugir a essa situação mediante analogias com modelos colhidos de outras ciências deva ser mais útil e proveitoso do que tomá-la inteiramente a sério desde o início como um dado incontornável da realidade.
Toda tentativa de constituir o objeto "homem" como coisa externa e, pior ainda, de recortá-lo do seu fundo concreto mediante a seleção de seus aspectos matematizáveis, com exclusão do resto só pode resultar na produção de uma analogia, de uma figura de linguagem, de um símile poético. Estudos assim orientados podem criar interessantes metáforas, mas não ciência propriamente dita. Pode-se comparar o homem com formigas, com ratos de laboratório, com programas de computador, ou, como o faz o dr. Freud, com um sistema de pressões hidráulicas. Tudo isso é muito sugestivo, mas, como o número de símiles é ilimitado por definição, o conjunto não tem como deixar de ser totalmente inconclusivo, como inconclusiva é a leitura das obras-primas da literatura universal.
A coincidência de sujeito e objeto é, ao contrário, uma posição privilegiada que deve ser assumida desde o início como premissa e norma orientadora em todo o campo das ciências humanas. A técnica para o estudo de um objeto assim definido, aliás, já existe há milênios e é um dos mais aprimorados instrumentos cognitivos ao alcance do ser humano. Ela chama-se "meditação" e não deve ser confundida com nada daquelas esquisitices que as seitas pseudo-orientais colocaram em circulação sob esse nome. Hugo de S. Victor explicava que pensar é transitar de uma idéia à outra (seja vagando pela floresta das analogias, seja subindo ou descendo na escala das proposições, do geral para o particular e vice-versa). Meditar, ao contrário é retroceder metodicamente desde um pensamento até seu fundamento ou raiz na experiência que o tornou possível. Modelos clássicos de meditação são as investigações sobre a natureza do "eu" empreendidas nas Confissões de Santo Agostinho, no Vedanta , no livro de Filosofia Primeira de René Descates, na fenomenologia de Husserl, em inumeráveis trechos de Louis Lavelle ou na Anamnesis de Eric Voegelin.
Repassar essas descrições célebres já seria matéria para um curso inteiro. Esquematicamente, a pergunta central é: "A quem propriamente você se refere quando usa a palavra 'eu' na vida de todos os dias?" O percurso da resposta vai de uma mera idéia ou convenção verbal até a experiência de uma realidade ao mesmo tempo imediata e profunda que essa palavra encobre e revela simultaneamente.
O eu não o eu filosófico, abstrato, sujeito hipotético das demonstrações metafísicas, mas o eu concreto, real -- não é o corpo, não é as sensações, não é as emoções, não é os pensamentos. Também não é a pura memória, mas é a memória da memória, a memória que se lembra de ter lembrado e responde perante os outros e perante si mesma como autora e portadora única de seus próprios conteúdos. "Consciência", definia Maurice Pradines, "é uma memória do passado preparada para os desafios do presente". O "eu" é aquele que responde por aquilo que sabe, e, mais ainda, por aquilo que ele sabe que sabe . O mais elevado autoconhecimento não consiste senão na admissão de um saber prévio assumido responsavelmente.
Mas esse eu não existe somente nas alturas da meditação filosófica. É ele que responde pelas cobranças do mundo em torno nas tarefas e lazeres cotidianos. O eu que responde o eu responsável é a realidade humana mais direta, universal e permanente. Mesmo culturas que não chegaram a ter uma noção clara da individualidade psíquica já sabiam disso, como o prova o fato de que em todas elas quem é chamado a responder por seus atos é o autor deles, não um terceiro. Não há sociedade, por mais primitiva, onde as noções de autoria, culpa e mérito não estejam perfeitamente identificadas entre si.
O eu não poderia ser criado por incorporação de papéis sociais se já não estivesse prefigurado, por um lado, na individualidade física e, por outro, na memória da memória a recordação de estados interiores revividos na pura intimidade do indivíduo consigo mesmo.
O eu responsável a consciência da consciência não existe como coisa nem como estado: existe apenas como tensão permanente em direção a mais consciência, mais responsabilidade, mais abrangência e maior integração. A consciência cresce na medida em que se reconhece, e não pode reconhecer-se senão abrindo-se permanentemente a conhecimentos que transcendem o seu patrimônio anterior. A abertura para a transcendência para aquilo que está para além do horizonte atual de experiência é portanto um dado permanente da estrutura da consciência. Suprimi-la é falsear na base a situação de conhecimento.
A consciência responsável é a verdadeira situação do ser humano no mundo. Observa-se isto nas interações mais simples, onde aquele que fala sempre espera que o outro o compreenda: não apenas que apreenda o sentido de uma frase, mas que adivinhe uma intenção e por trás dela capte a presença de um eu consciente semelhante ao seu. O contrário seria falar com as paredes.
O eu responsável é um dos fundamentos primários da sociedade humana. Ele é a origem de todas as idéias, criações, instituições, leis, hábitos, estruturas. Tudo o que, na sociedade, não possa ser rastreado até sua origem no eu consciente assume a aparência de coisa externa vinda ao mundo por pura magia espontânea. É o coeficiente de fantasmagoria que resta em toda sociedade por efeito da alienação e da perda de memória. Que muitos estudiosos da sociedade prefiram concentrar nesse resíduo coisificado as suas atenções, eludindo a incomodidade de uma autoconsciência exigente, cujas demandas no entanto podem continuar atendendo enquanto cidadãos comuns fora das horas de expediente, mostra que aquilo que leva o nome honroso de "ciência" é muitas vezes nada mais que uma forma elegante de fuga da realidade.
Do Olavo de Carvalho Diário do Comércio, 05 de maio de 2008
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Relato de Atendimento em Delegacia de Mulheres
Oi, vc nem imagina a raiva que passei na delegacia, o pessoal de atendimento a mulher viu que ficou bem claro que foi descumprimento da ordem judicial....daí me mandou pro balcão, onde um estúpido leu e me ouviu e falou VCS C ESSA LEI NÃO TEM NOÇÃO DAS COISAS, ACHAM QUE QQ COISA É MOTIVO, coitado, pra que ele falou isso, eu falei: vc toma remédio controlado?, te espancaram? te chamaram de maluca? que mais, ah sua companheira de trabalho mandou vc fazer assim......e ele c má vontade fez,
e depois eu ficava ouvindo, leimaria da penha tem que andar c lacinho cor de rosa, eles brincando c o cara....
...
Em Delegacia de Capital importante de nosso Brasil...
A foto do dedo ferido é de outra ocorrência com outra mulher, também atendida com descaso.
O dedo tem destino certo nestes que são ferozes e cruéis no atendimento a mulher que sofre de violência.
Cúmplices de criminosos, afastem-se de nós!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Brasil cai nove posições em ranking de igualdade entre sexos

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O Brasil caiu nove posições no ranking global de desigualdade entre os sexos organizado pelo Fórum Econômico Mundial, ocupando a 82ª posição entre 136 países.
De acordo com o documento divulgado nesta terça-feira, este é o pior resultado dos últimos três anos.
Em 2006 o Brasil ocupava a 67ª posição, em 2007 a 74ª e, em 2008, a 73ª.
As principais razões apontadas para a queda de posições brasileiras este ano foram a diferença de renda obtida pelo mesmo tipo de trabalho de acordo com o gênero (passando da 100ª para a 114ª colocação) e a queda da renda estimada anual, passando da 54ª para a 69ª posição.
Desta forma, em termos de igualdade, o Brasil se posiciona atrás de outros latino-americanos como Equador (23ª), Argentina (24ª) Costa Rica (27ª), Peru (44ª), Nicarágua (49ª), El Salvador (55ª), Paraguai (66ª), Chile (64ª) e a República Dominicana (67ª).
Outros países
No topo da lista, os países nórdicos continuam apresentando a menor desigualdade entre homens e mulheres.
A Islândia é considerada a nação mais equalitária, seguida de Finlândia, Noruega e Suécia.
Entre países que mostraram grandes avanços, estão a África do Sul, 22ª colocada em 2008 e 6ª este ano, e Lesoto, que subiu da 16ª para a 10ª posição.
Nestas nações africanas, as mulheres aumentaram substancialmente sua participação no mercado de trabalho e no governo.
Na parte de baixo da tabela, Paquistão (134ª posição), Chade (135ª) e Iêmen (136ª) foram considerados os países com a maior desigualdade entre homens e mulheres.
BBC Brasil
Bahia é recorde de atendimentos na região Nordeste no Ligue 180
Bahia é recorde de atendimentos na região Nordeste
A Central de Atendimento à Mulher Ligue 180, serviço criado pela Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres (SPM), computou 161.774 atendimentos no primeiro semestre
deste ano, ultrapassando em 32,36% a quantidade de atendimentos no mesmo período em
2008 (122.222). A região Nordeste contabiliza 18,96% do total nacional, com 30.667
registros.
Parte significativa do total de atendimentos deve-se à busca por informações sobre a Lei
Maria da Penha que registrou, neste primeiro semestre, 13.766 atendimentos. O total
nacional referente a informações sobre a legislação é de 76.638 atendimentos, o que
corresponde a 17,96%.
Na maioria das denúncias registradas no Ligue 180, na região Nordeste, as usuárias do
serviço declaram sofrer violência diariamente (67,15%). Dos tipos de violência (física,
moral, psicológica e material), a física é a que tem o maior número de relatos na região,
com 1.779 do total de 3.151. O perfil de usuários é composto por mulheres casadas
(50,84%), negras (51,69%), com ensino fundamental completo e incompleto (32,76%), na
faixa de 20 a 40 anos.
Bahia, recorde de atendimentos
O estado da Bahia é o campeão de acessos à Central 180. Líder do ranking regional com
38,41% dos atendimentos, a Bahia é seguido por Pernambuco, com 15,48%. No terceiro
lugar está o estado do Rio Grande do Norte com 8,96% de procura.
Tabela do ranking regional
REGIÃO NORDESTE
BA
9.887 38,41% 1ºPE
3.983 15,48% 2ºRN
2.306 8,96% 3ºAL
2.035 7,91% 4ºCE
1.977 7,68% 5ºMA
1.957 7,60% 6ºPB
1.604 6,23% 7ºPI
1.063 4,13% 8ºSE
926 3,60% 9ºTOTAL
25.738 100,00%...
domingo, 25 de outubro de 2009
E assim serão banidos por Deus
sábado, 24 de outubro de 2009
H.O.T. FILME SOBRE TRÁFICO DE ÓRGÃOS QUE CITA O BRASIL VENCE FESTIVAL DE ROMA
H.O.T. VENCE O FESTIVAL DE ROMA!
Olavo de Carvalho
Primores de ternura - 1
Olavo de Carvalho
Leio no site da Previdência Social: "O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto." Ou seja: no Brasil você pode matar, roubar, sequestrar ou estuprar, seguro de que, se for preso, sua família não passará necessidade. O governo garante. Se, porém, como membro efetivo da maioria otária, você não faz mal a ninguém e em vez disso prefere acabar levando dois tiros na cuca, quatro no estômago ou três no peito, ou então uma facada no fígado, esticando as canelas in loco ou no hospital, aí o governo não garante mais nada: sua viúva e seus filhos podem chorar à vontade na porta do Palácio do Planalto, que o coração fraterno da República solidária não lhes concederá nem uma gota da ternura estatal que derrama generosamente sobre os bandidos.
É, as coisas são assim. Se elas o escandalizam, é porque você está muito desatualizado. Afagar delinqüentes, estimular o banditismo, é uma das mais antigas e veneráveis tradições do movimento revolucionário, que o nosso partido governante personifica orgulhosamente.
Veja o que pensavam alguns dos mentores revolucionários mais célebres:
Mikhail Bakunin, líder anarquista: "Para a nossa revolução, será preciso atiçar no povo as paixões mais vis."
Serge Netchaiev, terrorista que Lênin adotou como um de seus gurus: "A causa pela qual lutamos é a completa, universal destruição. Temos de nos unir ao mundo selvagem, criminoso."
Willi Münzenberg, o gênio organizador da propaganda comunista na Europa Ocidental e nos EUA: "Vamos corromper o Ocidente em tal medida, que ele acabará fedendo."
Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês: "Despertaremos por toda parte os germes da confusão e do malestar. Que os traficantes de drogas se atirem sobre as nossas nações aterrorizadas!"
V. I. Lênin: "O melhor revolucionário é um jovem desprovido de toda moral."
De tal modo a paixão pelo crime se impregnou na mente revolucionária, que acabou até produzindo fenômenos paranormais. Em 8 de março de 1855, o poeta Victor Hugo, um ídolo dos revolucionários, recebeu numa sessão espírita, para satisfação aliás de suas próprias expectativas, esta mensagem do além: "A verdadeira religião proclama o novo evangelho: é uma imensa ternura pelos ferozes, pelos infames, pelos bandidos."
Os exemplos poderiam multiplicar-se indefinidamente. E nada disso ficou no papel, é claro. Nem se limitaram aquelas almas cândidas a cantar em prosa, verso e filme as virtudes excelsas da criminalidade (v. meu artigo "Bandidos e Letrados", de 26 de dezembro de 1994, em www.olavodecarvalho.org/livros/bandlet.htm). Já em 1789 os revolucionários franceses abriram as portas das prisões, libertando indiscriminadamente milhares de assassinos, ladrões e estupradores que em poucos dias espalharam o caos nas ruas de Paris (mesmo na célebre Bastilha não havia um só prisioneiro político: só delinqüentes). Logo após a tomada do poder pelos comunistas na Rússia, a política oficial era fomentar o sexo livre, criando assim uma geração de jovens sem família para incentivar a criminalidade juvenil e liquidar pela confusão o que restasse da "ordem burguesa". A idéia foi de Karl Radek (o chefe de Willi Münzenberg), que, ironia cruel, ao cair em desgraça perante Stalin acabou sendo assassinado a murros e pontapés por jovens delinqüentes numa prisão.
O voto de Louis Aragon foi cumprido à risca a partir dos anos 50, quando a URSS começou a treinar agentes para que se infiltrassem nas então incipientes redes de tráfico de drogas - especialmente na América Latina - e as dominassem por dentro, criando uma futura fonte local de subsídios para o movimento revolucionário, que estava saindo caro demais para o bolso soviético. Essa foi a origem remota das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que hoje dominam o narcotráfico no continente. A história é contada em detalhes pelo general tcheco Jan Sejna, que participou pessoalmente da operação (v. Joseph D. Douglass, Red Cocaine. The Drugging of America and the West, London, Harle, 1999).
...
Primores de ternura - 2
Do Olavo de Carvalho Bandidos & Letrados
Entre as causas do banditismo carioca, há uma que todo o mundo conhece mas que jamais é mencionada, porque se tornou tabu: há sessenta anos os nossos escritores e artistas produzem uma cultura de idealização da malandragem, do vício e do crime. Como isto poderia deixar de contribuir, ao menos a longo prazo, para criar uma atmosfera favorável à propagação do banditismo?
De Capitães da Areia até a novela Guerra sem Fim, passando pelas obras de Amando Fontes, Marques Rebelo, João Antônio, Lêdo Ivo, pelo teatro de Nelson Rodrigues e Chico Buarque, pelos filmes de Roberto Farias, Nelson Pereira dos Santos, Carlos Diegues, Rogério Sganzerla e não-sei-mais-quantos, a palavra-de-ordem é uma só, repetida em coro de geração em geração: ladrões e assassinos são essencialmente bons ou pelo menos neutros, a polícia e as classes superiores a que ela serve são essencialmente más (1).
Não conheço um único bom livro brasileiro no qual a polícia tenha razão, no qual se exaltem as virtudes da classe média ordeira e pacata, no qual ladrões e assassinos sejam apresentados como homens piores do que os outros, sob qualquer aspecto que seja. Mesmo um artista superior como Graciliano Ramos não fugiu ao lugar-comum: Luís da Silva, em Angústia, o mais patológico e feio dos criminosos da nossa literatura, acaba sendo mais simpático do que sua vítima, o gordo, satisfeito e rico Julião Tavares culpado do crime de ser gordo, satisfeito e rico. Na perspectiva de Graciliano, o único erro de Luís da Silva é seu isolamento, é agir por conta própria num acesso impotente de desespero pequeno-burguês: se ele tivesse enforcado todos os burgueses em vez de um só, seria um herói. O homicídio, em si, é justo: mau foi cometê-lo em pequena escala.
Humanizar a imagem do delinqüente, deformar, caricaturar até os limites do grotesco e da animalidade o cidadão de classe média e alta, ou mesmo o homem pobre quando religioso e cumpridor dos seus deveres que neste caso aparece como conformista desprezível e virtual traidor da classe , eis o mandamento que uma parcela significativa dos nossos artistas tem seguido fielmente, e a que um exército de sociólogos, psicólogos e cientistas políticos dá discretamente, na retaguarda, um simulacro de respaldo "científico".
À luz da "ética" daí resultante, não existe mal no mundo senão a "moral conservadora". Que é um assalto, um estupro, um homicídio, perto da maldade satânica que se oculta no coração de um pai de família que, educando seus filhos no respeito à lei e à ordem, ajuda a manter o status quo? O banditismo é em suma, nessa cultura, ou o reflexo passivo e inocente de uma sociedade injusta, ou a expressão ativa de uma revolta popular fundamentalmente justa. Pouco importa que o homicídio e o assalto sejam atos intencionais, que a manutenção da ordem injusta não esteja nem de longe nos cálculos do pai de família e só resulte como somatória indesejada de milhões de ações e omissões automatizadas da massa anônima. A conexão universalmente admitida entre intenção e culpa está revogada entre nós por um atavismo marxista erigido em lei: pelo critério "ético" da nossa intelectualidade, um homem é menos culpado pelos seus atos pessoais que pelos da classe a que pertence (2). Isso falseia toda a escala de valores no julgamento dos crimes. Quando um habitante da favela comete um crime de morte, deve ser tratado com clemência, porque pertence à classe dos inocentes. Quando um diretor de empresa sonega impostos, deve ser punido com rigor, porque pertence à classe culpada. Os mesmos que pedem cadeia para deputados corruptos fazem campanha pela libertação do chefe do Comando Vermelho. Os mesmos que sempre se opuseram vigorosamente à pena de morte para autores de homicídios citam como exemplar a lei chinesa que manda fuzilar os corruptos, e repreendem o deputado Amaral Netto, um apologista da pena de morte para os assassinos, por ser contrário à mesma penalidade para os crimes de "colarinho branco". O Congresso, ocupado em castigar vulgares estelionatários de gabinete, mostra uma soberana indiferença ante o banditismo armado. Assim nossa opinião pública passa por uma reeducação, que terminará por persuadi-la de que desviar dinheiro do Estado é mais grave do que atentar contra a vida humana princípio que, consagrado no Código Penal soviético, punia o homicídio com dez anos de cadeia, e com pena de morte os crimes contra a administração: dize-me quem imitas e eu te direi quem és (3).
Se levada mais fundo ainda, essa "revolução cultural" acabará por perverter todo o senso moral da população, instaurando a crença de que o dever de ser bom e justo incumbe primeira e essencialmente à sociedade, e só secundariamente aos indivíduos. Muitos intelectuais brasileiros tomam como um dogma infalível esse preceito monstruoso, que resulta em abolir todos os deveres da consciência moral individual até o dia em que seja finalmente instaurada sobre a Terra a "sociedade justa" um ideal que, se não fosse utópico e fantasista em si, seria ao menos inviabilizado pela prática do mesmo preceito, tornando os homens cada vez mais injustos e maus quanto mais apostassem na futura sociedade justa e boa (4). Um dos maiores pensadores éticos do nosso século, o teólogo protestante Reinhold Niebuhr, mostrou que, ao longo da História, o padrão moral das sociedades e principalmente dos Estados foi sempre muito inferior ao dos indivíduos concretos. Uma sociedade, qualquer sociedade, pode permitir-se atos que num indivíduo seriam considerados imorais ou criminosos. Por isto mesmo, a essência do esforço moral, segundo Niebuhr, consiste em tentar ser justo numa sociedade injusta (5). Nossos intelectuais inverteram essa fórmula, dissolvendo todo o senso de responsabilidade pessoal na poção mágica da "responsabilidade social". Alguns consideram mesmo que isto é muito cristão, esquecendo que Cristo, se pensasse como eles, adiaria a cura dos leprosos, a multiplicação dos pães e o sacrifício do Calvário para depois do advento da "sociedade justa".
É absolutamente impossível que a disseminação de tantas idéias falsas não crie uma atmosfera propícia a fomentar o banditismo e a legitimar a omissão das autoridades. O governante eleito por um partido de esquerda, por exemplo, não tem como deixar de ficar paralisado por uma dupla lealdade, de um lado à ordem pública que professou defender, de outro à causa da revolução com a qual seu coração se comprometeu desde a juventude, e para a qual a desordem é uma condição imprescindível. A omissão quase cúmplice de um Brizola ou de um Nilo Batista homens que não têm vocação para tomar parte ativa na produção cultural, mas que têm instrução bastante para não escapar da influência da cultura produzida não é senão o reflexo de um conjunto de valores, ou contravalores, que a nossa classe letrada consagrou como leis, e que vêm moldando as cabeças dos brasileiros há muitas décadas. Se o apoio a medidas de força contra o crime vem sempre das camadas mais baixas, não é só porque são elas as primeiras vítimas dos criminosos, mas porque elas estão fora do raio de influência da cultura letrada. Da classe média para cima, a aquisição de cultura superior é identificada com a adesão aos preconceitos consagrados da intelligentzia nacional, entre os quais o ódio à polícia e a simpatia pelo banditismo.
Seria plausível supor que esses preconceitos surgiram como reação à ditadura militar. Mas, na verdade, são anteriores. A imagem do crime na nossa cultura compõe-se em última análise de um conjunto de cacoetes e lugares-comuns cuja origem primeira está na instrução transmitida pelo Comintern em 24 de abril de 1933 ao Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro, para que procurasse assumir a liderança de quadrilhas de bandidos, imprimindo um caráter de "luta de classes" ao seu conflito com a lei (6).
A instrução foi atendida com presteza pela intelectualidade comunista, que produziu para esse propósito uma infinidade de livros, artigos, teses e discursos. Os escritores comunistas não eram muitos, mas eram os mais ativos: tomando de assalto os órgãos de representação dos intelectuais e artistas (7), elevaram sua voz acima de todas as outras e, logo, suas idéias prevaleceram ao ponto de ocupar todo o espaço mental do público letrado. Hoje vemos como foi profunda a marca deixada pela propaganda comunista na consciência dos nossos intelectuais: nenhum deles abre a boca sobre o problema da criminalidade carioca, que não seja para repetir os velhos lugares-comuns sobre a miséria, sobre os ricos malvados, e para lançar na "elite" a culpa por todos os assaltos, homicídios e estupros cometidos pelos habitantes das favelas.
Ninguém ousa por em dúvida a veracidade das premissas em que se assentam tais raciocínios o que prova o quanto elas fizeram a cabeça da nossa intelectualidade, o quanto esta, sem mesmo saber a origem de suas idéias, continua repetindo e obedecendo, por mero automatismo, por mera preguiça mental, os chavões que o Comintern mandou espalhar na década de 30.
De nada adianta a experiência universal ensinar-nos que a conexão entre miséria e criminalidade é tênue e incerta; que há milhares de causas para o crime, que mesmo a prosperidade de um wellfare State não elimina; que entre essas causas está a anomia, a ausência de regras morais explícitas e comuns a toda a sociedade; que uma cultura de "subversão de todos os valores" e a glamurização do banditismo pela elite letrada ajudam a remover os últimos escrúpulos que ainda detêm milhares de jovens prestes a saltar no abismo da criminalidade. Contrariando as lições da História, da ciência e do bom senso, nossos intelectuais continuam presos à lenda que faz do criminoso o cobrador de uma dívida social. Alguns crêem mesmo nela, com uma espécie de masoquismo patético, resíduo de uma sentimentalidade doentia inoculada pelo discurso comunista nas almas frágeis dos "burgueses progressistas": o escritor Antônio Callado, vendo sua casa arrombada, levados seus quadros preciosos, repetia para si, entre inerme e atônito, a sentença de Proudhon: "A propriedade é um roubo". Deveria recitar, isto sim, o poema de Heine, em que um homem que dorme é atormentado em sonhos por uma figura que, ameaçando-o com uma arma, lhe diz: "Eu sou a ação dos teus pensamentos" (8).
Infelizmente, os pensamentos dos intelectuais não voltam só contra seus autores os seus efeitos materiais. Erigida em crença comum, a lenda do "Cobrador" título de um conto aliás memorável de Rubem Fonseca produz devastadoras conseqüências reais sobre toda a população. Ela transforma o delinqüente, de acusado, em acusador. Seguro de si, fortalecido em sua auto-estima pelas lisonjas da intelligentzia, o assassino então já não aponta contra nós apenas o cano de uma arma, mas o dedo da justiça; de uma estranha justiça, que lança sobre a vítima as culpas pelos erros de uma entidade abstrata "o sistema", "a sociedade injusta" , ao mesmo tempo que isenta o criminoso de quase toda a responsabilidade por seus atos pessoais. Perseguida de um lado pelas gangues de bandidos, acuada de outro pelo discurso dos letrados, a população cai no mais abjeto desfibramento moral e já não ousa expressar sua revolta. Qual uma mulher estuprada, envergonha-se de seus sofrimento e absorve em si as culpas de seu agressor. Ela pode ainda exigir providências da autoridade, mas o faz numa voz débil e sem convicção e cerca seu pedido de tantas precauções, que a autoridade, após ouvi-la, mais temerá agir do que omitir-se. Afinal, é menos arriscado politicamente desagradar uma multidão de vítimas que gemem em segredo do que um punhado de intelectuais que vociferam em público.
Os intelectuais, neste país, são os primeiros a denunciar a imoralidade, os primeiros a subir ao palanque para discursar em nome da "ética". Mas a ética consiste basicamente em cada um responsabilizar-se por seus próprios atos. E nunca vi um intelectual brasileiro, muito menos um de esquerda, fazer um exame de consciência e perguntar-se: "Será que nós também não temos colaborado para a tragédia carioca?"
Não, nenhum deles sente a menor dor na consciência ao ver que sessenta anos de apologia literária do crime de repente se materializaram nas ruas, que as imagens adquiriram vida, que as palavras viraram atos, que os personagens saltaram do palco para a realidade e estão roubando, matando, estuprando com a boa consciência de serem "heróis populares", de estarem "lutando contra a injustiça" com as técnicas de combate que aprenderam na Ilha Grande. Os intelectuais literalmente não sentem ter colaborado em nada para esse resultado. Não o sentem, porque décadas de falsa consciência alimentada pela retórica marxista os imunizaram contra quaisquer protestos da consciência moral. Eles possuem a arte dialética de sufocar a voz interior mediante argumentos de oportunidade histórica. Ademais, detestam o sentimento de culpa que supõem ter sido inventado pela Igreja Católica para manter as massas sob rédea curta. Não desejando, portanto, assumir suas próprias culpas, exorcizam-nas projetando-as sobre os outros, e tornam-se, por uma sintomatologia histérica bem conhecida, acusadores públicos, porta-vozes de um moralismo ressentido e vingativo. Imbuídos da convicção dogmática de que a culpa é sempre dos outros, eles estão puros de coração e prontos para o cumprimento do dever. Qual dever? O único que conhecem, aquele que constitui, no seu entender, a missão precípua do intelectual: denunciar. Denunciar os outros, naturalmente. E aquele que denuncia, estando, por isto mesmo, ao lado das "forças progressistas", fica automaticamente isento de prestar satisfações à "moral abstrata" da burguesia, a qual, sem nada compreender da dialética histórica, continua a proclamar que há atos intrinsecamente maus, independentemente das condições sociais e políticas: "moral hipócrita", ante a qual pfui! o intelectual franze o nariz com a infinita superioridade de quem conhece a teleologia da história e já superou ou melhor, aufhebt jetzt na dialética do devir o falso conflito entre o bem e o mal...
Mas a colaboração desses senhores dialéticos para o crescimento da criminalidade no Rio foi bem mais longe do que a simples preparação psicológica por meio da literatura, do teatro e do cinema: foram exemplares da sua espécie que, no presídio da Ilha Grande, ensinaram aos futuros chefes do Comando Vermelho a estratégia e as táticas de guerrilha que o transformaram numa organização paramilitar, capaz de representar ameaça para a segurança nacional. Pouco importa que, ao fazerem isso, os militantes presos tivessem em vista a futura integração dos bandidos na estratégia revolucionária, ou que, agindo às tontas, simplesmente desejassem uma vingança suicida contra a ditadura que os derrotara: o que importa é que, ensinando guerrilha aos bandidos, agiram de maneira coerente com os ensinamentos de Marcuse e Hobsbawn então muito influentes nas nossas esquerdas , os quais, até mesmo contrariando o velho Marx, exaltavam o potencial revolucionário do Lumpenproletariat.
Nenhum desses servidores da História sente o menor remorso, a menor perturbação da consciência, ao ver que suas lições foram aprendidas, que suas teorias viraram prática, que sua ciência da revolução armou o braço que hoje aterroriza com assaltos e homicídios a população carioca. Não: eles nada fizeram senão acelerar a dialética histórica e não existe mal senão em opor-se à História. Com a consciência mais limpa deste mundo, eles continuam a culpar os outros: o capitalismo, a política econômica do governo, a polícia, e a verberar como "reacionários" e "fascistas" os cidadãos, ricos e pobres, que querem ver os assassinos e traficantes na cadeia.
Mas os intelectuais da esquerda não se limitaram a criar o pano de fundo cultural propício e a elevar pelos ensinamentos técnicos o nível de periculosidade do banditismo; eles deram um passo além, e colheram os frutos políticos do longo namoro com a delinqüência: o apoio dos bicheiros o que é o mesmo que dizer: dos traficantes foi a principal base de sustentação popular sobre a qual se ergueu no Rio o império do brizolismo, a ala mais tradicional e populista da esquerda brasileira.
Sob a égide do brizolismo, as relações entre intelectualidade esquerdista e banditismo transformaram-se num descarado affaire amoroso, com a ABI dando respaldo à promoção do livro Um contra Mil, em que o quadrilheiro William Lima da Silva, o "Professor", líder do Comando Vermelho, faz a apologia do crime como reação legítima contra a "sociedade injusta".
Um pouco mais tarde, quando a criminalidade organizada já estava bem crescida a ponto de requerer uma intervenção do governo federal, o que se verificou foi que a esquerda não se limitara a colaborar com os bandidos, mas se ocupara também de debilitar seus perseguidores; que a CUT e o PT, infiltrando-se na Polícia Federal, haviam tornado esta organização mais ameaçadora para o governo federal do que para traficantes e quadrilheiros (9).
E finalmente, quando o governo federal, vencendo resistências prodigiosas, finalmente se decide a agir e incumbe o Exército de dirigir a repressão ao banditismo no Rio, a intelectualidade de esquerda, como não poderia deixar de ser, inicia uma campanha surda de desmoralização do comando militar das operações, seja com advertências alarmistas quanto à possibilidade de "abusos" contra os moradores das favelas, seja com toda sorte de gracejos e especulações sobre as fragilidades da estratégia adotada, seja com argumentações pseudocientíficas sobre a inconveniência do remédio adotado, dando a entender que os riscos de uma intervenção militar são infinitamente maiores que o da anarquia sangrenta instalada no Rio. Tudo isto prepara o terreno para uma investida maior, em que entidades autonomeadas representantes da "sociedade civil" as mesmas que promoveram a elevação dos chefes do Comando Vermelho ao estatuto de "lideranças populares" se unirão para pedir a retirada das Forças Armadas e a devolução dos morros a seus eternos governantes, lá entronizados pelas graças da deusa História (10).
Resumindo, pela ordem cronológica: a esquerda, primeiro, criou uma atmosfera de idealização do banditismo; segundo, ensinou aos criminosos as técnicas e a estratégia da guerrilha urbana; terceiro, defendeu abertamente o poder das quadrilhas, propondo sua legitimação como "lideranças populares"; quarto, enfraqueceu a Polícia Federal como órgão repressivo, fortalecendo-a, ao mesmo tempo, como instrumento de agitação; quinto, procurou boicotar psicologicamente a operação repressiva montada pelas Forças Armadas, tentando atrair para ela a antipatia popular. Não é humanamente concebível que tudo isso seja apenas uma sucessão de coincidências fortuitas. Se a continuidade perfeitamente lógica das iniciativas da esquerda em favor do banditismo não reflete a unidade de uma estratégia consciente, ela expressa ao menos a unanimidade de um estado de espírito, a fortíssima coesão de um nó de preconceitos contra a ordem pública e a favor da delinqüência. Para a nossa esquerda, decididamente, assassinos, ladrões, traficantes e estupradores estão alinhados com as "forças progressistas" e destinados a ser redimidos pela História pela sua colaboração à causa do socialismo. Quanto a seus perseguidores, identificam-se claramente com as "forças reacionárias" e irão direto para a lata de lixo da História. No que diz respeito às vítimas, enfim, pode-se lamentá-las, mas, como dizia tio Vladimir, quê fazer? Não se pode fritar uma omelette sem quebrar os ovos...
Para completar, é mais que sabido que artistas e intelectuais são um dos mais ricos mercados consumidores de tóxicos e que não desejam perder seus fornecedores: quando defendem a descriminalização dos tóxicos, advogam em causa própria. Mas eles não são apenas consumidores: são propagandistas. Quem tem um pouco de memória há de lembrar que neste país a moda das drogas, na década de 60, não começou nas classes baixas, mas nas universidades, nos grupos de teatro, nos círculos de psicólogos, rodeada do prestígio de um vício elegante e iluminador. Foi graças a esse embelezamento artificial empreendido pela intelligentzia que o consumo de drogas deixou de ser um hábito restrito a pequenos círculos de delinqüentes para se alastrar como metástases de um câncer por toda a sociedade: Si monumentum requires, circumspicii.
É de espantar que nessas condições o banditismo crescesse como cresceu? É de espantar que, enquanto a população maciçamente clama por uma intervenção da autoridade e aplaude agora a chegada dos fuzileiros aos morros, a intelectualidade procure depreciar a atuação do Exército e não se preocupe senão com a salvaguarda dos direitos civis dos eventuais suspeitos a serem detidos, como se a eliminação do banditismo armado não valesse o risco de alguns abusos esporádicos?
O que seria de espantar é que os estudos pretensamente científicos sobre as causas do banditismo jamais assinalem entre elas a cumplicidade dos intelectuais, como se os fatores econômicos agissem por si e como se a produção cultural não exercesse sobre a ordem ou desordem social a menor influência, mesmo quando essa cumplicidade passa das palavras à ação e se torna um respaldo político ostensivo para a ação dos quadrilheiros. Seria de espantar, digo, se não se soubesse quem são os autores de tais estudos e as entidades que os financiam.
Há décadas nossa intelligentzia vive de ficções que alimentam seus ódios e rancores e a impedem de enxergar a realidade. Ao mesmo tempo, ela queixa-se de seu isolamento e sonha com a utopia de um amplo auditório popular. Mas é a incultura do nosso povo que o protege da contaminação da burrice intelectualizada. "Incultura" é um modo de falar: será incultura, de fato, privar-se de consumir falsos valores e slogans mentirosos? Não: mas quando houver neste país uma intelectualidade à altura de sua missão, ela será ouvida e compreendida. Por enquanto, se queremos ver o nosso Rio livre do flagelo do banditismo, a primeira coisa a fazer é não dar ouvidos àqueles que, por terem colaborado ativamente para a disseminação desse mal, por mostrarem em seguida uma total incapacidade de arrepender-se de seu erro, e finalmente por terem o descaramento de ainda pretender posar de conselheiros e salvadores, perderam qualquer vestígio de autoridade e puseram à mostra a sua lamentável feiúra moral.
Leia na íntegra No Blog do Olavo de Carvalho http://www.olavodecarvalho.org/livros/bandlet.htm
Primores de ternura - 2
Diário do Comércio, 16 de outubro de 2009
Primores de ternura - 1
Diário do Comércio, 14 de outubro de 2009
VIGIAI !
POR QUE HOUVE UM GOLPE INSTITUCIONAL NA NICARÁGUA. OU: NEM TODAS AS REELEIÇÕES SÃO IGUAIS-Do Reinaldo Azevedo
O golpe institucional, pela via judicial, que o orelhudo Daniel Ortega deu na Nicarágua expõe a verdade sobre outro golpe, este fracassado, de Manuel Zelaya em Honduras. Eles têm um método. E revela, ainda outra vez, a natureza dessa gente asquerosa que chama a si mesma "os bolivarianos". Mais uma vez, porque se nega a ler a Constituição do país, que está disponível, a imprensa começa a falar bobagem e a comparar alhos com bugalhos. Parte dela trata tudo como simples disputa entre "esquerda" e "direita". Mas o que diz a lei?
A chance aberta para a reeleição ilimitada, decidida pela Suprema Corte de Justiça da Nicarágua, é, sim, um golpe nas instituições. O artigo 147 da Constituição do país (íntegra da Carta aqui) proíbe expressamente o expediente. Está escrito lá, com todas as letras, que não pode se candidatar à Presidência
"El que ejerciere o hubiere ejercido en propiedad la Presidencia de la República en cualquier tiempo del período en que se efectúa la elección para el período siguiente, ni el que la hubiera ejercido por dos períodos presidenciales."
Alguma dúvida a respeito disso? O que fizeram os "magistrados sandinistas" (essas duas palavras são tão compatíveis como "pérolas e porcos") da Suprema Corte de Justiça? Declararam a restrição sem efeito. Simples assim! O país tem uma Constituição, e uma parcela do Judiciário diz que parte dela não vale mais. Pronto!
Aí alguém indaga: "Reinaldo, os juízes não tem competência para mudar a lei como bem entenderem?" Não! Se tivessem, seriam uma verdadeira junta ditatorial. A mesma Constituição, no artigo 138, diz a quem cabe tal tarefa:
ARTICULO 138.- Son atribuciones de la Asamblea Nacional:
Elaborar y aprobar las leyes y decretos, así como reformar y derogar los existentes.
La interpretación auténtica de la ley.
Muito bem! Os partidos de oposição e várias entidades da sociedade civil reagiram. Apelar a quem nesses casos? Ora, à Justiça. Mas qual Justiça vai decidir? Esta mesma que, na prática, dá o golpe na Constituição? O vice-chanceler nicaraguense, Manuel Coronel - que tem, mais ou menos, a inteligência de um Marco Aurélio Garcia, tornou público um raciossímio: "É verdadeiramente irônico que [os líderes opositores] se queixem com os governantes de países que também reelegem. Vão reclamar com os Estados Unidos, onde o presidente quer se reeleger. Vão à Europa, onde o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, acaba de ser reeleito. Até na OEA, o secretário-geral José Miguel Insulza também está se reelegendo".
É verdade. Só que as leis de todos esses países permitem a reeleição no caso da Espanha, o regime, de resto, é parlamentarista.
Eis aí. Fica claro por que caiu o chapeludo bandido de Honduras. Porque, lá, as instituições reagiram à ameaça de golpe. Na Nicarágua, o próprio Judiciário demonstra a alma golpista. Ou vocês já viram alguma Justiça do mundo declarar sem validade artigos consolidados na Constituição sem o concurso do Legislativo? Mas digamos que a Constituição de Nicarágua atribuísse tal papel aos juízes. Seria uma Constituição maluca, mas cada um tem a sua. Ocorre que a Carta Magna nicaragüense não confere tais poderes à Suprema Corte de Justiça.
Em Honduras, seguindo a Carta, a Justiça derrubou o golpista; na Nicarágua, rasgando a Constituição, é a "Justiça" quem dá o golpe. Honduras enfrenta, sozinha, o mundo. Com o Orelhudo, nada vai acontecer.
Bobagem
É uma bobagem querer juntar todas as reeleições do Continente no mesmo saco de gatos. Esse negócio de que Chávez, Zelaya, Corrêa, Evo Morales, Uribe e, agora, Ortega tentam a reeleição é uma batatada.
Em nenhum desses países notem bem, em nenhum: nem mesmo daqueles presididos pelo trio da fuzarca: Chávez, Correa e Evo a não-reeleição era uma cláusula pétrea. Em Honduras, era. Então, tirem Honduras do grupo. Mais: a Carta premia quem propuser ações que possam resultar na reeleição com deposição automática. Foi o que aconteceu com o bandoleiro. Já o expediente golpista de Ortega é outro.
E só para ficar claro: não estou pegando leve com o resto da bandidagem, não. Só estou evidenciando a natureza clara, inequívoca, do golpe nas instituições tentado em Honduras e no desfechado na Nicarágua. Chávez, Correa e Evo foram usando e têm usado a sua maioria parlamentar para solapar a democracia. E Uribe? Já me manifestei mais de uma vez contrário à sua eventual tentativa de se reeleger. Mas não venham me dizer, porque é mentira, que ele trata os oposicionistas do modo como faz aquele trio. Há liberdades democráticas plenas na Colômbia menos nos territórios sob o comando da narcoguerrilha esquerdista.
É evidente que a canalha esquerdopata mundo afora vai silenciar sobre o golpismo na Nicarágua. Aliás, ele já tinha sido até anunciado, como vocês sabem. Está evidenciado, uma vez mais, o compromisso dos "bolivarianos" e assemelhados com a democracia. Ortega explica Zelaya. Houve um tempo em que isso faria diferença no Departamento de Estado dos EUA. Mas Hillary não deve nem saber onde fica a Nicarágua.
Ah, sim. Não posso deixar de falar do "padre sandinista" (Deus meu!!!) Miguel D'Escoto, aquele homem que coça os piores trocadilhos. É o presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas. Foi o militante mais ativo em favor da volta do golpista Manuel Zelaya ao poder. Já o golpe institucional na Nicarágua ele certamente acha muito justo e digno.
Aí alguém me diz: "Reinaldo, você não é duro demais com eles?" Claro que não! Nem defendo o uso do chicote Só a jaula.
Dengue Bahia Boletim 29 Dengue
Dengue Bahia Boletim 29 Dengue
Neste post alguns dados do Boletim 29 Sobre a Dengue na Bahia
....
No ano de
2009, até 10 de outubro, após atualização dos dados com as notificações tardias,foram notificados 115.026 casos de Dengue na Bahia (Fig. 1), com incremento de 60 casos
na última semana, correspondendo a um aumento de 147% em relação ao mesmo período
de 2008 (46.529). Até o momento, 403 (96,7%) municípios do estado notificaram a doença
através dos sistemas de informação da vigilância epidemiológica.
....
Quanto às formas graves da doença: Dengue com complicações, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome do Choque
da Dengue, registraram-se 2.221 casos suspeitos (Tab.1) em 177 municípios. Destes, confirmaram-se 1.440
casos graves em 124 municípios. Entre os casos graves, 66 óbitos foram confirmados, dos quais 30 (46%) atingiram
menores de 15 anos. Foram descartados 12 óbitos, entre os quais 01 teve diagnóstico final de Meningite pneumocócica
e 04 foram confirmados para Leptospirose.
...
Três sorotipos do vírus da Dengue (DENV1, DENV2 e DENV3) foram isolados no Estado, com predominância do
DENV2
(88,7%), dentre os 230 vírus isolados nas 5.462 amostras processadas para isolamento viral até o momento...
Então vamos entender e esclarecer:Sim, na Bahia tem Dengue Hemorrágica.Sim,na Bahia tem Meningite Meningocócia.Sim,na Bahia tem Leptospirose.Sim, na Bahia tem Dengue.Sim, são muitos doentes e mortos.Sim,a Bahia está completamente infectada.O vírus do descaso das autoridades baianas é o mais mortal!
O verão está chegando, estradas e novas pontes estão sendo inauguradas, o sistema de saúde continua precário, o resultado dos exames extremamente moroso. A população desconhece os sintomas das doenças e se auto medicam. Ações de mobilizações quase nenhumas, as cidades estão imundas e esburacadas, repletas de mosquitos, carrapatos,caramujos.
...
Para entender melhor: quando uma doença existe apenas em uma determinada região é considerada uma endemia (ou proporções pequenas da doença que não sobrevive em outras localidades). Quando a doença é transmitida para outras populações, infesta mais de uma cidade ou região, denominamos epidemia. Porém, quando uma epidemia se alastra de forma desequilibrada se espalhando pelos continentes, ou pelo mundo, ela é considerada pandemia.
...
Sintomas Dengue,Febre Amarela,Meningite, Gripe Suína,Leptospirose
Pesquise sintomas de Dengue.Meningite.Gripe Suína.Leptospirose no Itacare News
Yoani Sanchez" Você não pode viajar no momento "
Yoani Sanchez" Você não pode viajar no momento "
A emoção, o ter tanto que dizer, me fizeram falar numa velocidade difícil para por subtítulos, porém sinto o alívio de haver dito frente a esses uniformes militares tudo o que penso deles e de suas restrições absurdas.
Desculpem-me as deficiências do vídeo, porém trata-se de uma gravação totalmente amadora, como tudo neste blog.
...
Lições de biologia Escrito por: yoani.sanchez en Geração Y
Máquinas de bypass que se desligam, prantos de bebê que ressonam. Sinais que caem sobre as folhas para negar e censurar; kilobytes que levam minha voz pela Internet sem necessidade de me mover. Alguém que me olha carrancudo enquanto fala pelo walkie-talkie do controle. Um pássaro chamado Twitter me alça entre suas patas. Escritórios com gente uniformizada que confirma "você não pode viajar no momento", se bem que já estou a milhares de kilômetros daqui, nesse mundo virtual que eles não podem compreender nem cercar.
Assine e divulgue Petições on line pela vinda de Yoani:
http://www.petitiononline.com/1tatanka/petition.html
VERGONHA!Brasil dando espaço ao Ahmadinejad.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
H.O.T. FILME SOBRE TRÁFICO DE ÓRGÃOS QUE CITA O BRASIL VENCE FESTIVAL DE ROMA
H.O.T. VENCE O FESTIVAL DE ROMA!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Paulo Pavesi: Eu sei onde estão os órgãos do meu filho Assista H.O.T.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Maldição
Fecho minhas pernas
Bloqueio meu ventre
Seco meu peito
Enrijeço minhas mãos
E os abato
Sem pena
Sem piedade
Mortal
E viro fera
E me torno mulher
E a vocês
O desprezo
Pela inconseqüência
Pelo nada do que são feitos
Corja maldita
Impregnada pelo mal
Os amaldiçôo
As amaldiçôo
Assim é
Assim será
A vocês
Legado eterno
E sofrerão
E terão suas cruzes
Pois eu as amaldiçôo
Pois eu os amaldiçôo
E estaremos acorrentados
E nos arrastaremos
Pela eternidade
Dos tempos
Da maldição
Pois seus nomes
De todos os tenho gravado
E sou forte na minha ira
E os tempos me pouparão
Para ver a cada um se arrastando
Em cadeias da perdição
Tens minha maldição
Ana Maria C. Bruni
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Adital entrevista a jornalista Vera Mattos sobre a onda de assassinatos em Salvador.

15.10.09 - BRASIL
Jovens da periferia de Salvador (BA) perdem a vida em onda de assassinatos.
Tatiana Félix *
Salvador - Adital -
"A situação em Salvador já chegou a um grau de extrema perversidade". Com essa afirmação, a jornalista Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira, de Salvador, capital da Bahia, estado da região Nordeste do Brasil, fala sobre a onda de crimes que assolam a capital baiana todos os dias.
Centenas de mães veem seus filhos sendo assassinados. Caladas, as famílias tentam se proteger como podem. Segundo os movimentos sociais envolvidos nas discussões acerca da onda de assassinatos, os jovens em Salvador estão morrendo gratuitamente.
O poder público relaciona os crimes ao tráfico de drogas, porém, a sociedade se pergunta: "será que todos esses jovens são criminosos e envolvidos com o tráfico?" Para Vera, o que acontece é uma onda de crimes contra a população pobre e negra da periferia de Salvador.
Em entrevista à Radioagência NP, Bartolomeu Dias, integrante da ONG baiana Omi-Dudu, afirmou que de cada dez jovens assassinados em Salvador, oito são inocentes, ou seja, não têm envolvimento com nenhuma atividade criminosa, nem com o tráfico de drogas.
Vera ressalta que é necessário que se faça um inquérito policial e que a população seja ouvida. A jornalista denuncia o descaso por parte do governo. "A segurança pública é um dever do estado".
Se nada for feito para combater o crime em Salvador, a cada dia aumentará ainda mais o número de famílias órfãs de seus filhos, filhos órfãos de pais e mulheres sem seus companheiros. A tensão paira no ar da cidade inteira. Segundo Vera, "o que existe na Bahia é uma execução sumária".
Segundo o Índice de Homicídio na Adolescência (IHA), até 2012, Salvador terá quase mil jovens assassinados, com idade entre 12 e 18 anos.
Embora os movimentos sociais e entidades ligadas aos direitos humanos da cidade se reúnam para tentar encontrar uma solução, não há ainda nenhum avanço significativo no combate ao derramamento de sangue em Salvador.
Recentemente, um jornal do estado denunciou a descoberta de cemitérios clandestinos com dezenas de cadáveres em diferentes estágios de decomposição. Parece que na capital da Bahia a vida brinca com a morte. E as vítimas viram fantoches nas mãos dos assassinos. "A minha sensação é que na Bahia não existe direitos humanos", denuncia Vera.
* Jornalista da Adital
domingo, 18 de outubro de 2009
H.O.T. Human Organ Traffic. Documentário lançado em Roma
É hoje o lançamento do documentário
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Crianças abandonadas em 1957- Eles e Elas são 200 mil
O número é positivamente assustador mas todos nós habitantes do Rio de Janeiro temos de enfrentar o complexo problema. Há, somente nestes nossos milhares de quilômetros duzentas mil crianças, meninos e meninas inteiramente abandonados - sem casa e pão, sem a menor instrução, vivendo ao léu, sem um ofício, enfim, os vagabundos e assassinos de amanhã.
...
Só quem freqüenta o Juízo de Menores pode avaliar a multidão que passa pelas sua salas e corredores em busca de amparo para os infelizes meninos e meninas esfomeados. È a desgraça , a miséria.
Mas são mães e pais paupérrimos que não querem que seus filhos sejam uns malandros, e o Brasil tem o dever, precípuo, através dos seus Governos, de proteger, auxiliar, amparar essa outra população à margem da vida, seja o Federal seja o Municipal.
...
O mundo se acabasse um dia não seria pelas guerras e sim pela fome. Este sim é o fantasma negro que apavora, mas que pode ser evitado
Eles e Elas são 200 mil. 1957
De Raul de Azevedo no Livro Dona Beija
...
Nada evitamos em mais de 50 anos e ainda os viciamos. Hoje em 2009, tentamos criar leis para nos protegermos dessas milhões de crianças que abandonamos...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Crianças abandonadas em 1957- Eles e Elas são 200 mil
O número é positivamente assustador mas todos nós habitantes do Rio de Janeiro temos de enfrentar o complexo problema. Há, somente nestes nossos milhares de quilômetros duzentas mil crianças, meninos e meninas inteiramente abandonados - sem casa e pão, sem a menor instrução, vivendo ao léu, sem um ofício, enfim, os vagabundos e assassinos de amanhã.
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Só quem freqüenta o Juízo de Menores pode avaliar a multidão que passa pelas sua salas e corredores em busca de amparo para os infelizes meninos e meninas esfomeados. È a desgraça , a miséria.
Mas são mães e pais paupérrimos que não querem que seus filhos sejam uns malandros, e o Brasil tem o dever, precípuo, através dos seus Governos, de proteger, auxiliar, amparar essa outra população à margem da vida, seja o Federal seja o Municipal.
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O mundo se acabasse um dia não seria pelas guerras e sim pela fome. Este sim é o fantasma negro que apavora, mas que pode ser evitado
Eles e Elas são 200 mil. 1957
De Raul de Azevedo no Livro Dona Beija
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Nada evitamos em mais de 50 anos e ainda os viciamos. Hoje em 2009, tentamos criar leis para nos protegermos dessas milhões de crianças que abandonamos...
Histórias para crianças
1 Crianças leem livros, e não resenhas. Elas não dão a menor bola para os críticos.
2 Crianças não leem para encontrar sua identidade.
3 Elas não leem para se sentir livres de culpa, para aplacar sua sede de revolta, ou para fugir da alienação.
4 Elas não veem utilidade na psicologia.
5 Elas detestam sociologia.
6 Elas não tentam entender Kafka ou o Finnegans Wake.
7 Elas continuam acreditando em Deus, na família, anjos, demônios, bruxas, duendes, clareza, lógica, pontuação, e outras coisas obsoletas como essas.
8 Elas amam histórias interessantes, e desprezam comentários, explicações e notas de rodapé.
9 Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo de autoridade.
10 Elas não esperam que seu amado escritor redima a humanidade. Embora muito novas, as crianças sabem que ele não tem esse poder. Só os adultos alimentam ilusões tão infantis
Leia aqui
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Nossos pequenos seres
domingo, 11 de outubro de 2009
Por um tempo verás cores...
Caminho do Inferno
Entre cancelas
Atravesse a decadência
Encare a miséria
Vislumbre o belo
Disfarce do mal
Por um tempo
Verás cores
O nada
a tumultuar a ilusão
De repente
Encare o sórdido
Dos homens
Que reúne os miseráveis
Atravesse o nada
O caos de interiores
Querendo ser
o que jamais serão
Verás sagrados
De vários medidas
Importantes
Se acham
Ela domina
Como centro
Da justiça imperiosa
Única
Do arrependimento
Que não querem ter
Não permitem haver
Sem princípios
Nem princípios
Só fins
Segue-se
Entre direitas
e esquerdas
Classes distintas
Níveis opostos
Cores e línguas
Da Babel ilusória
O Belo
Invade
Único
Atordoa
Promete
Diz que pode ser
Atordoa
Promete
Na visão
As placas
Placas
Bem-vindos
Lê-se
No engano
Paraíso
Abre-se a porta
O portal nunca existiu
o Inferno
disfarçado de Paraíso
já estava lotado
Ana Maria C. Bruni
sábado, 10 de outubro de 2009
10 - Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
Que ninguém se importa
Mas o que importa
É que eu me importo
E isto é o que importa
Ana Maria C. Bruni
Aos do Manto Negro:Deixem a Lei Maria da Penha na procura da paz!
Aos do Manto Negro:Deixem a Lei Maria da Penha na procura da paz!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
H.O.T. Tráfico de Órgãos Humanos - Paulo Pavesi
Lançamento do documentário Italiano

Dia 18 de outubro, estréia em Roma depois da entrevista coletiva com a imprensa internacional. quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Código de ética elaborado por traficante dita normas na PLB
Código de ética elaborado por traficante dita normas na PLB
Alexandre Lyrio, Jorge Gauthier e Mariana Rios | Redação CORREIO
Até onde vai o poder de organização dos presos dentro de uma cadeia? Na Penitenciária Lemos Brito (PLB), no Complexo da Mata Escura, as leis impostas pelos detentos chegaram ao ponto de ser digitadas, impressas, encadernadas e distribuídas entre os internos.
A direção da PLB apreendeu no portão principal do complexo parte do que seria um rigoroso código de ética e comportamento confeccionado fora da penitenciária. A ideia de produzir o material partiu do Pavilhão 1, cuja liderança é atribuída ao traficante Raimundo Alves de Souza, o Ravengar, apontado como o homem que pensa e dita as regras dentro daquele módulo.
Inspirada na bandeira nacional, a comissão de internos que se autointitula Ordem & Progresso assume a autoria da publicação. "Sancionada" e "publicada" quatro meses atrás, só agora a cartilha veio à tona. O CORREIO teve acesso com exclusividade a uma cópia do regimento, que traz logo na sua primeira página uma exposição dos objetivos da publicação e deixa claro que a lei é para todos, principalmente para os iniciantes: "O objetivo dessa cartilha é ensinar a doutrina de comportamento na prisão, do preso primário e seus cinco dias de observação".
Tom jurídico
Como qualquer código oficial, o documento publicado pela comissão usa o tom jurídico para estabelecer as regras. A diferença são os termos utilizados nos tópicos. Nas leis da cadeia não há artigos, mas "Obediências". Em cada uma está prevista uma punição, como a que é direcionada para os presos que "subtraírem" pertences de outros detentos. "(...) para continuar a conviver em nossa comunidade, prestará serviços de faxineiro na varrição do pátio e orar um Pai-nosso, ou pregar os joelhos no chão".
Entre outras coisas, a cartilha traz regras de etiqueta para os dias de visitação, prevê punições severas para agiotagem e é implacável com os presos que mantiverem relações amorosas com ex- mulheres e familiares dos colegas.
Em alguns momentos, o código parece ensinar ao Estado a melhor forma de ressocializar o contingente carcerário. "O princípio básico do alicerce humano reside na educação". Uma das regras deixa claro que os presos querem impor quais detentos devem permanecer em cada módulo. A punição para quem faltar a "Obediência III" é a retirada do preso do convívio dos demais, o que significaria a sua transferência. " Odireito de defesa será dado ao acusado na possível primeira falta. Na reincidência, deixará automaticamente o nosso convívio".
Punições violentas
Ao longo do texto, as obediências são complementadas com o que seriam os incisos, intitulados de "Reflexão" ou "No passado", nos quais são resgatados casos anteriores de punições violentas para o caso de descumprimento de princípios. Em outros trechos, o documento critica diretamente o órgão responsável pela administração da unidade. "Apesar dos projetos desenvolvidos pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, ainda há muito a se fazer (...). A falta de instrumentos jurídicos no acompanhamento das penas é o que faz nós presos perdermos a esperança (...) e delinquir dentro do próprio sistema prisional".
O nível de organização dos detentos e a ousadia em imprimir e encadernar o material surpreenderam o atual superintendente de Assuntos Penais da SJCDH, Isidoro Orge, então diretor da PLB quando a cartilha foi impressa. Às mãos de Orge chegaram 15 exemplares do manual. "O próprio Ravengar me entregou cópias da cartilha e pediu que fossem enviadas ao MP, Defensoria Pública, SJCDH e Vara de Execuções Penais para se tornar um código geral". Mas as "dicas" do apenado foram rejeitadas.
O superintendente garantiu que a cartilha não entrou no pátio, apesar de presos e carcereiros afirmarem que as normas são a "bíblia" do pavilhão 1. "Deixamos claro que nenhum preso tem autonomia para ditar regras. Essa cartilha é uma afronta ao estado de direito".
Incineração
Dias após a recusa de Orge, caixas com cópias do manual foram encaminhadas para a penitenciária. O secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, disse que ordenou a incineração do material. "As caixas chegaram e mandei queimar tudo. Não há possibilidade de serem aplicadas normas feitas por presos".
Há quase um ano e meio, diz ele, o chamado Comitê Gestor da Segurança, que reúne representantes da segurança, justiça e direitos humanos, já discute um regimento interno para ser aplicado em todas as unidades prisionais do estado. Pelegrino destacou que o código está na Casa Civil aguardando decreto do governador Jaques Wagner.
Juíza surpreendida
A primeira reação foi de sobressalto. A juíza de Execuções Penais, Andremara Santos, ficou impressionada quando teve pela primeira vez em suas mãos, na segunda-feira (5), através do CORREIO, o código de ética publicado pelos presos. Pegou o celular e discou imediatamente para o superintendente de Assuntos Penais da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Isidoro Orge. "Por que um documento desses não veio parar nas minhas mãos? Por que não me mandaram isso?", indagou a juíza. "Eu teria tomado providências", disse ao superintendente.
Para Andremara, o material é subversivo. A juíza admitiu que sabia da existência de uma cartilha, mas não foi informada de que se tratava de documento tão ousado. "Um material desses precisa ser levado em conta. Em vez de desdenhar, a gente tem que perguntar o que o Estado está fazendo pela disciplina na cadeia".
Logo que terminou a entrevista, Andremara solicitou à sua secretária que enviasse ofício requerendo o material completo. Disse que, após estudar o "estatuto", pretende enviar uma carta a cada um dos presos, destacando seus direitos e deveres. "Os presos só se submetem porque se sentem desamparados".
Diretor minimiza
O diretor da Penitenciária Lemos Brito (PLB), Márcio Amorim de Marcelo, afirmou não ver problema na criação e formalização de normas por um interno. "São regras de controle, que já eram vigentes e valiam no dia-a-dia. Eles sentiram a necessidade de organizar convenções", disse.
Segundo ele, cada um dos quatro pavilhões da unidade adota regras próprias de conduta, mas nenhum chegou a reuni-las em uma cartilha, como fez o pavilhão 1. Há dois meses na direção da unidade, Amorim afirmou que a cartilha não é vista mais circulando no Pavilhão 1, caracterizado pela tranquilidade e organização.
Segundo ele, as orientações para a conduta dos presos vão prevalecer, desde que não contrariem as regras da administração. "Não vejo (a cartilha) influenciar no cumprimento das normas impostas pela casa", justifica. O diretor da PLB defende que este tipo de "organização" facilita o diálogo entre a administração e os internos - representados sempre por uma liderança.
Para o defensor da Vara de Execuções Penais Rafson Ximenes, a adoção de normas de convivência entre os presos é inevitável no sistema carcerário Ele, no entanto, desmistifica a cartilha, tratando-a como algo apenas peculiar. "A organização dos presos é inevitável em qualquer prisão do mundo. A única diferença, nesse caso, é que eles colocaram no papel, o que é uma afronta ao Estado. É ilusão achar que o Estado vai controlar as regras de convivência dos presos na cadeia. Esse código é mais cômico e menos relevante do que se imagina", opina.
Agentes: entre a cruz e a espada
Na linha de frente do sistema carcerário, os agentes penitenciários precisam manter a ordem estabelecida pela legislação e conviver com as normas da Ordem & Progresso. O diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Penitenciário do Estado da Bahia (Sinspeb), João Santana, diz que a existência de uma cartilha com regras definidas pelo crime preocupa. "O manual interfere no poder público e isso atrapalha o serviço dos agentes. Nos estabelecimentos penais, há regras de convivência. O problema é quando elas subvertem a ordem", avalia.
Ele alega que o conflito de cumprimento das regras oficiais e do crime gera embates na cadeia. "Os presos podem não querer cumprir alguma regra e criar problema", conclui.
Pavilhão 1 é o mais tranquilo da PLB, afirma diretor
Cada pátio tem sua identidade e realidades distintas. A principal característica do pavilhão 1, onde Raimundo Alves de Souza, Ravengar exerceria liderança, da Penitenciária Lemos Brito (PLB), é a tranquilidade. Já o pátio 2 inspira mais cuidados. As observações são do diretor da unidade, Márcio Amorim de Marcelo.
Para o diretor, os internos do pátio 1 são mais envolvidos com atividades laborais. Além disso, o pátio do módulo 1 fica próximo às oficinas. "Os presos desse módulo, em geral, possuem bom comportamento", destaca.
No total, a penitenciária, que custodia presos condenados em regime fechado, possui quatro módulos em funcionamento. Entre os internos, segundo dados da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, há 15 homens de nacionalidade estrangeira.
268 detentos ocupam as celas do Pavilhão nº 1 da Penitenciária Lemos Brito (PLB)
1.357 é o número de internos da PLB
A capacidade é para 1.030 presos, segundo SJCDH
Quem dita as regras?
Jorge Gauthier
A descoberta da cartilha feita pela comissão Ordem & Progresso para a Penitenciária Lemos Brito (PLB) revela um sistema de normas presente em todas as unidades prisionais. Para o professor Eduardo Paes Machado, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba, especialista em sociologia do crime, a normatização de regras, como foi feita na cartilha de Ravengar, é resultado da ineficiência do Estado no controle dos presos. "O manual é uma forma de organização que contrapõe a organização legal. As cadeias são unidades explosivas, verdadeiros campos minados. Elas são o retrato da arquitetura prisional, marcada pela ineficiência do Estado", destaca.
Todo agrupamento social tem regras, normas e valores. Com os presos, isso não é diferente. "O fato de ter cometido um crime não isenta as pessoas do direito de organização. Entretanto, devemos ponderar que dentro da cadeia, as leis devem ser determinadas pelo Estado e não pelos internos. O problema é que o Estado não tem sido efetivo", analisa Paes Machado.
O coordenador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, professor Carlos Alberto da Costa Gomes, alerta que as normas de convivência estabelecidas pelos presos são fruto da ausência de autoridade do Estado no cárcere. "Quem manda nos presídios são os presos. Não é o Estado que organiza os presos. Uma prova disso é que, quando o detento causa algum problema, ele é transferido para outra unidade da federação. Isso é controle?", questiona.
O secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, defende que as ações do Estado são efetivas. "Sabemos que há regras de convivência na cadeia, mas elas não podem ir de encontro ao determinado pela Lei de Execuções Penais. Quem disciplina a relação dentro do cárcere é o Estado. Todos os direitos e deveres são cumpridos à luz da lei", afirma Pelegrino.
Organização
Atribui-se o gênese da organização do crime nas cadeias brasileiras ao Comando Vermelho (CV), criado entre 1969 e 1975, em plena Ditadura Militar, no Rio de Janeiro. Fundado no Instituto Penal Cândido Mendes, conhecido como Presídio da Ilha Grande, a facção foi criada a partir do contato de detentos comuns com os presos políticos, que eram bastante organizados.
Inicialmente, o CV lutava contra as condições subumanas que os presos enfrentavam, impostas pelo sistema carcerário e pelos próprios detentos. Na década de 90, surgiu no no Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté, em São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O grupo, criado para defender os direitos dos presos, passou a acolher prisioneiros considerados de alta periculosidade pelas autoridades. Depois, o PCC passou a financiar ações criminosas em São Paulo e no resto do país.
Traficante lidera o pavilhão 1
Mariana Rios
Foi com fama de boa-praça e avesso a confusão que Raimundo Alves de Souza, 57, o Ravengar, se tornou em meados da década de 90 o maior traficante da Bahia. Ele levou essa característica para o pavilhão 1, onde cumpre pena, com outros 255 internos. É atribuída a ele a autoria da cartilha Ordem & progresso. "Ele é liderança, não pode criar problema. É o negociador, o intermediário entre os internos e a administração. Não é bom para ele criar problema", diz o diretor da Penitenciária Lemos Brito, Márcio Amorim de Marcelo. Em março deste ano, Ravengar foi autuado por tráfico dentro da PLB. Em sua cela, foram encontradas 13 pedras de crack.
Tratamento desigual
Semanalmente, Ravengar se encontra com Marcelo para despachar sobre questões médicas e atendimento jurídico. A juíza da Vara de Execuções Penais, Andremara Santos, critica a orientação jurídica intermediada por um interno. "Soube dessa história de monitor jurídico. Isso só serve para tornar desigual o tratamento com os presos. Aquele que intermedeia o contato com o Estado só vai proteger os que lhe são convenientes. Não se pode dar um cartaz desses às lideranças carcerárias. É por coisas desse tipo que nós estamos encontrando detentos com 17 anos de pena extrapolada", rebateu.
O criminalista Antonio Carlos dos Santos, advogado de Ravengar, rebate. "É um trabalho de conscientização sobre a forma de reivindicar os direitos dos presos, sem tumultos, ou rebelião. Tenho conhecimento de que, após ele ter sido encaminhado para a PLB, a situação carcerária melhorou bastante", afirmou.
Negociador
O suposto "viés humanista" de Ravengar já era exercitado no Campo do Águia, em São Gonçalo do Retiro, onde ficava sua fortaleza, invadida em 2004 pela polícia. O clima de tranquilidade ajudava Ravengar a tocar o negócio. Ele também teria construído posto de saúde, creche, reforma do posto policial e apoiado iniciativas como rádio comunitária e curso profissionalizante.
Tráfico controlado
Com a participação de policiais e até de oficial de justiça da Vara de Tóxicos, Ravengar comprava diariamente de dois a quatro quilos de cocaína. Antes de se tornar o maior traficante do estado, Ravengar foi apontador do jogo do bicho, taxista e comercializava maconha no Pelourinho, onde morava. Era acostumado também a fazer aviões de coca em seu táxi.
A era Ravengar marcou uma época em que o tráfico era centralizado, e a violência, disfarçada. A queda dele abriu espaço para que o comércio de drogas se pulverizasse.
Ravengar foi condenado sob acusação de ser o maior traficante da Bahia. A pena de 25 anos foi reduzida para 22. Como cumpriu um sexto, obteve mudança para regime semiaberto, que só não foi efetivado por falta de vaga.
Veja alguns trechos do Estatuto do crime
Obediência II
Não será permitido roubar companheiro de cela.
Pena: prestar serviços de faxineiro no pátio, orar um Pai-nosso ou pregar os joelhos no chão
Obediência IV
Constitui-se desobediência o interno que circular em dias de visita sem camisa, com short apertado e visualmente sem cuecas. O interno que desobedecer será advertido verbalmente pela comissão
Obediência V
Não poderá haver formação de grupos para subverter a ordem dos que vivem sob o domínio da paz. Desobediência leva à não permanência em nosso convívio
Obediência VI
Ficam terminantemente proibidas agressões de qualquer natureza, principalmente aquelas que possam causar lesões físicas graves. Constitui falta, sujeito também a expulsão
Obediência VIII
Não poderá ser comercializado produto de procedência incorreta, exceto aqueles fornecidos pelo titular; aquele que adquiriu o produto do roubo perderá a compra
Obediência X
Não poderá nenhum interno se envolver coma ex-companheira de outro do mesmo módulo; Se for ex-companheira e tiver filhos, fica proibido o relacionamento
(Notícia publicada na edição impressa do dia 06/10/2009 do CORREIO)
Do Correio O que a Bahia quer saber
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=37787&mdl=29
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Campanha Sorria Brasil
Não bebo quando dirijo
Apelo para os injustiçados
Não vendo meu voto
Denuncio Corruptos
Respeito a opinião do outro
21 anos Constituição Brasileira
Constituição Federal completa 21 anos neste 5 de outubro
Desde a promulgação da CF/88, 58 PEcs foram aprovadas. Atualmente, mais de 1000 propostas encontram-se em tramitação.
- Confira no Migalhas o quadro de EC vigentes :Emendas Constitucionais
21 anos Constituição Brasileira
Constituição Federal completa 21 anos neste 5 de outubro
Desde a promulgação da CF/88, 58 PEcs foram aprovadas. Atualmente, mais de 1000 propostas encontram-se em tramitação.
- Confira no Migalhas o quadro de EC vigentes :Emendas Constitucionais
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
No Blog Itacare Justiça
domingo, 4 de outubro de 2009
e no massacre da Guiné
CONACRI, Guiné O exército da Guiné foi acusado nesta quinta-feira de sumir com dezenas de corpos de vítimas do massacre de segunda-feira em um estádo de Conakry, onde uma manifestação foi violentamente reprimida, mas as autoridades mantiveram o número de 56 civis mortos.A Organização de Defesa dos Direitos Humanos da Guiné (OGDH) difundiu o número de 157 mortos e 1.200 feridos nas mãos das forças de segurança que foram dispersar uma manifestação pacífica da oposição. A ONU falou, por sua vez, em mais de 150 mortos.
Nesta quinta, o presidente da OGDH, Thierno Maadjou Sow, afirmou à AFP que sua organização foi contatada pelas famílias a propósito do sepultamento de corpos durante a madrugada. "Esperamos encontrar estes lugares para que os médicos possam desenterrar os cadáveres", afirmou.
As autoridades desmentiram as acusações e abriram o necrotério de um hospital de Conakry à imprensa.
A pedido da imprensa, a diretora do hospital CHU, Ignace Deem, levou os jornalistas para visitar um ferido de 17 anos que foi transferido inconsciente do estádio para o hospital.O paciente contou que estava na manifestação quando os militares o agrediram nas costas e na cabeça.
O capitão Dadis Camara se defendeu do ocorrido no estádio, dizendo que o exército deve ser obrigatoriamente reformado.Ele afirmou também que, se houve carnificina, foi antes de mais nada culpa dos líderes da oposição por terem levado os jovens da periferia às ruas.
Dezenas de milhares de manifestantes que se reuniram segunda-feira no maior estádio de Conakry para denunciar a "usurpação do poder pelos militares" e a possível candidatura para as eleições presidenciais do chefe da junta, Musa Dadis Camara.
Um dos responsáveis da oposição na Guiné, Cellou Dalein Diallo, que levou na segunda-feira uma surra dos militares, deixou nesta quinta-feira Conakry rumo a Dakar a bordo de um avião presidencial senegalês. Segundo seus próximos, ele deve ir em seguida para a França.AFP
A Organização não Governamental (NGO) repudiou igualmente as "matanças maciças que não honram África" ocorridas em Conakry durante a repressão duma manifestação popular contra a candidatura do chefe da Junta no poder, Moussa Dadis Camara, as eleições presidenciais.
Na sua declaração lida por Marguerite Yoli Bi do WANEP-CI, as associações femininas denunciaram o "mutismo curioso" dos chefes de estado africanos face à tragédia que vive o povo guineense.
Além disso, elas pedem a constituição duma comissão de inquérito sob a égide da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana e das Nações Unidas para situar as responsabilidades e sancionar os autores.
Finalmente, elas exortam a sociedade civil africana a mobilizar-se para a organização de eleições democráticas na Guiné-Conakry "nas quais nenhum membro da Junta deverá participar".
Bahia aplique o dinheiro em nossa segurança
Bahia aplique o dinheiro em nossa segurança

Brasília, 30/09/09 (MJ) Dos 27 estados e 70 municípios que receberam dinheiro do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) em 2008, apenas o DF, cinco estados e 21 municípios estão com os recursos de 2009 garantidos. O Ministério da Justiça não repassará verba aos estados que não apresentarem, até o fim de outubro, a comprovação de que pelo menos 30% dos investimentos do ano passado foram executados. No caso dos municípios, o percentual exigido é de 25%.
Em agosto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, enviou carta oficial a estados e municípios do Programa, alertando que o Sistema de Monitoramento e Avaliação do Pronasci (SIMAP) deveria ser alimentado. Até o fim de agosto, 21 estados e 49 municípios não prestaram contas sobre a execução dos recursos.
Agora, os entes federados tem mais 30 dias para apresentar as informações solicitadas e garantir o recebimento dos investimentos de 2009. "Não podemos transferir dinheiro para uma área tão sensível como a da segurança pública se não tivermos garantia de que o estado vai fazer algo para melhorar a vida da população", afirma o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto. "Aqueles que não prestarem contas não vão receber".
Barreto explica que alguns fatores podem explicar a dificuldade dos estados e municípios em executar os recursos. Um deles é a relação federativa proposta pelo Pronasci, que trata todos os entes como co-responsáveis pela questão da segurança pública, antes vista apenas como prerrogativa dos estados.
O Governo Federal deixa de ser mero financiador de projetos e passa a induzir as políticas públicas, enquanto os municípios são reconhecidos como atores fundamentais na execução de projetos preventivos. "Era um jogo de empurra. O estado jogava pra União, que jogava para o estado. E a população cobrava do município, que é onde existem as ocorrências", aponta o secretário-executivo do MJ.
Criado pela Fundação Getúlio Vargas, o SIMAP é a ferramenta de monitoramento da execução dos projetos do Pronasci e avaliação de seus resultados. "O Programa evidencia um problema que é a falta da capacidade de gestão de estados e municípios", enfatiza o professor da FGV Marco Aurélio Ruediger.
Segurança com cidadania - O Pronasci foi criado há dois anos pelo Ministério da Justiça e inova ao articular políticas de repressão com programas sociais. Prioriza ações preventivas, o apoio das comunidades para o combate à violência, a reestruturação penitenciária e a valorização das instituições de segurança.
O Programa é considerado modelo mundial de política pública de segurança contra a criminalidade. Foi criado para diminuir a criminalidade das regiões metropolitanas que apresentam os mais altos índices de homicídio. Atualmente, fazem parte 21 estados, o Distrito Federal e 109 municípios. Com a chegada do Pronasci, os recursos destinados à segurança duplicaram. Em 2007, todo o orçamento do Ministério da Justiça (incluindo polícias Federal e Rodoviária Federal, fundos Penitenciário e de Segurança) foi de R$ 1,7 bilhão. No primeiro ano do Pronasci, em 2008, R$ 1,026 bilhão foi investido somente nas ações do Programa. Neste ano, está previsto o repasse de mais R$ 1,1 bilhão aos estados e municípios integrantes.
Acesse aqui a execução orçamentária dos estados e municípios em 2008
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SENADOR CÉSAR BORGES DIZ QUE CONVÊNIO DO PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA PODE SER SUSPENSO NA BAHIA PORQUE GOVERNO NÃO USA VERBA DISPONÍVEL
e levamos mais esta! 2014 e 1016
Então temos as Olimpíadas e a Copa! O povo brasileiro construiu um país, décadas de trabalho, de suor.Não, nunca nos sentimos os coitadinhos! Mas antes os outros eram muito melhores e mais preparados do que nós!
Conseguimos para os 2 grandes eventos apresentar maravilhosos projetos e a turma de lá de fora já teve sua vez de festas.
Somos um país gigante, não podem nos ignorar!
De projetos o Brasil está cheio, de realizações concretas ainda temos um vasto caminho a percorrer.
Mas conseguiremos com estes eventos com muito empenho, fiscalização e transparência de verbas a serem aplicadas realizar grandes transformações em nosso país.
Agora não dá para voltar atrás! Temos de encarar com muita seriedade esta gigantesca oportunidade.
Parabéns ao povo brasileiro e aos governos anteriores que construíram o Brasil de hoje!
Parabéns Rio, que volte a ser a cidade maravilhosa do Brasil!
"Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele como vivemos" Yoani Sanchez
As três mentiras de Cuba Via Blog Dois em Cena
A blogueira cubana diz que as chamadas "conquistas da revolução" são um mito e que só quem nunca morou na ilha pode ter admiração por seu regime
Revista Veja, nas bancas
Alejandro Ernesto/EFE![]() | "Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele como vivemos" |
A cubana Yoani Sánchez, 34 anos, foi convidada a falar no Senado brasileiro e a comparecer ao lançamento de seu livro De Cuba, com Carinho (Contexto), em São Paulo. A obra, que chega às livrarias neste fim de semana, é uma coletânea de textos publicados por ela no blog Generación Y, o primeiro a ser criado em Cuba. Na internet, Yoani discorre livremente sobre o cotidiano do povo cubano, a ausência de liberdade e a escassez de gêneros de primeira necessidade mas, bloqueado pelo governo, seu blog (desdecuba.com/generaciony) só pode ser acessado fora da ilha. Sua vinda ao Brasil, na segunda quinzena de outubro, depende de improvável permissão do governo cubano. Nos últimos doze meses, ela solicitou visto de saída em dez ocasiões para atender a convites no exterior. O visto foi negado em três delas. Nas demais, os trâmites burocráticos demoraram tanto que ela desistiu. Com 1,64 metro e 49 quilos, Yoani é formada em letras e vive em Havana com o filho e o marido. Ela conversou com VEJA pelo celular.
Em discurso a respeito do seu pedido de visto, o senador Eduardo Suplicy citou o que considera três conquistas da revolução cubana: a alfabetização, o aumento da expectativa de vida e a medicina de qualidade. Se pudesse, o que você diria sobre isso em Brasília?
Eu diria que os laços entre países não devem ocorrer apenas entre governantes ou diplomatas. Quando se trata de Cuba, as estatísticas oficiais divulgadas pelas nossas embaixadas não podem ser levadas a sério. Sou defensora da diplomacia popular, aquela que se inteira da realidade diretamente com o cidadão. Não sou uma analista política. Não sou especialista em nenhum tema. Não sou diplomata. Simplesmente vivo e conheço a realidade do meu país. Aqueles que roubam o estado, que recebem dinheiro enviado por parentes do exterior ou fazem trabalhos ilegais vivem melhor que os demais. Uma pessoa que escreve em um blog pode ser condenada sob a acusação de fazer propaganda inimiga. Os outros países não podem repercutir o clichê de que Cuba é uma ilha de música e rum. É preciso olhar para o cidadão. Aqui, nós vivemos e morremos todos os dias.
| "Sou totalmente contra o embargo. Não porque ache que as coisas seriam muito diferentes se ele deixasse de existir, e sim porque seu fim acabaria com o argumento oficial de que vivemos em uma praça sitiada e, por causa disso, o povo deve aceitar as mazelas cubanas" |
Mas é verdade que 99,8% da população
cubana é alfabetizada?
Antes da revolução, nosso país já ostentava um dos menores índices de analfabetismo da América Latina. Uma das primeiras ações do governo autoritário de Fidel Castro foi ensinar o restante da população a ler e escrever. A questão principal hoje não é a taxa de alfabetização, e sim o que vamos ler depois que aprendemos. A censura controla totalmente o que passa diante de nossos olhos. E isso começa muito cedo. As cartilhas usadas na alfabetização só falam da guerrilha em Sierra Maestra ou do assalto ao quartel de Moncada pelos guerrilheiros barbudos. Meu filho tem 14 anos. Na sala de aula dele há seis fotos de Fidel Castro. Tudo o que se ensina nas escolas é o marxismo, o leninismo, essas coisas. Não se sabe o que acontece no resto do mundo. A primeira vez que vi imagens da queda do Muro de Berlim foi em 1999, dez anos depois de ela ter ocorrido. Foi num videocassete que um amigo trouxe clandestinamente. Para assistir às imagens do homem pisando na Lua, foi necessário esperar vinte anos.
A expectativa de vida realmente aumentou?
É uma estatística oficial, sem comprovação, que não resistiria a um questionamento mínimo feito por uma imprensa livre. Pelo que vejo nas ruas, é difícil acreditar que os cubanos possam sobreviver tantos anos. Os idosos estão em estado deplorável. Há uma avalanche de dados que poderiam ilustrar o que digo, mas estes nunca são divulgados. Jamais fomos informados sobre o número de pessoas que fogem da ilha a cada ano. Ninguém sabe qual é o índice de abortos, talvez o mais alto da América Latina. Os divórcios são inúmeros, motivados pelas carências habitacionais. Como há cinquenta anos quase não se constroem casas, é normal que três gerações de cubanos dividam uma mesma residência, o que acaba com a privacidade de qualquer casal. Também nunca se falou do número de suicídios, um dos mais altos do mundo.
Cuba tem mesmo uma medicina avançada?
O país construiu hospitais e formou médicos de boa qualidade na época em que recebia petróleo e subsídios soviéticos. Com o fim da União Soviética, tudo isso acabou. O salário mensal de um cirurgião não passa de 60 reais. A profissão de médico é hoje a que menos pode garantir uma vida decente e cômoda. A carência nos hospitais é trágica. Quando um doente é internado, todos os seus familiares migram para o hospital. Precisam levar tudo: roupa de cama, ventilador, balde para dar banho no paciente e descarregar a privada, travesseiro, toalha, desinfetante para limpar o banheiro e inseticida para as baratas. Eles não devem esquecer também os remédios, a gaze, o algodão e, dependendo do caso, a agulha e o fio de sutura.
Por que o modelo cubano continua sendo admirado na América Latina?
Cuba só é reverenciada por quem nunca morou aqui. Eu já conheci um montão de gente que idolatrava Fidel e, depois de um mês vivendo conosco, mudou de opinião. Quando as pessoas descobrem como é receber em moeda sem valor, enfrentar as filas de racionamento ou depender do precário transporte público, começam a pensar de modo mais realista. Não estou falando dos turistas que ficam uma semana, dormem em hotéis cinco-estrelas e andam em carros alugados. Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele como vivemos.
Como o governo tem reagido a seu blog?
O portal Desdecuba.com, em que o site está hospedado, está bloqueado há mais de um ano para quem tenta acessá-lo de Cuba. Há algumas semanas, cancelaram o site Voces Cubanas, que possuía vários diários virtuais, incluindo uma cópia do meu. O governo também se esforça para me transformar em uma pessoa radioativa. Membros da polícia política me vigiam todo o tempo e dizem a meus vizinhos, amigos e parentes que sou perigosa. Falam que quero destruir o sistema e sou uma mercenária do império. Em um país onde todo mundo trabalha para o estado ou depende da ajuda do governo, esse método surte efeito. Muita gente já se afastou de mim. Alguns nem me telefonam. É uma luta desigual. Todo o poder de um estado recai sobre mim. Até minha mãe tem sido vítima dessa campanha atemorizante. Eles a pressionam no trabalho. Ameaçam tirar seu emprego. Ela não faz nada especial, que possa desestabilizá-los. Não tem blog. Não é jornalista.
Qual é o trabalho de sua mãe?
Ela preenche formulários em um ponto de táxi.
Como os cubanos veem Hugo Chávez, hoje o maior benfeitor do regime comunista?
Hugo Chávez é o grande responsável pela perpetuação do regime cubano. Cuba seria hoje muito diferente sem esse aporte de petróleo e de dinheiro da Venezuela. O que me preocupa é o componente de autoritarismo e de messianismo de governos como os da Venezuela, Bolívia e Equador. Chávez reprime brutalmente a liberdade de expressão, e temo que os outros sigam essa abordagem, de cujas consequências parecem não ter a menor ideia. Em lugar da linha de Chávez, Evo Morales ou Rafael Correa, prefiro a da chilena Michelle Bachelet e a de Lula. Eles perseguem mudanças menos traumáticas e não criam conflitos viscerais entre grupos sociais.
O presidente Lula tem condenado com insistência o embargo comercial americano a Cuba. O que você acha disso?
Se o objetivo do embargo era enfraquecer a ditadura, não funcionou. Essa política não afeta os governantes, que continuam vivendo muito bem e importando os produtos que desejam. Tampouco se plantou na ilha uma semente de insatisfação capaz de desestabilizar o governo. A maior parte das pessoas que eram contra o regime já escapou da ilha. Acima de tudo, o embargo tem sido o maior pretexto do governo cubano para justificar o descalabro econômico no país. Diante de cada coisa que não funciona, o partido comunista diz que a culpa é dos americanos. Sou totalmente contra o embargo. Não porque ache que as coisas seriam muito diferentes se ele deixasse de existir, e sim porque seu fim eliminaria o argumento oficial de que estamos em uma praça sitiada e, por causa disso, o povo deve aceitar as mazelas cubanas.
Você acha possível que um dia Cuba libere a viagem de cubanos ao exterior?
Tenho escutado esses boatos, mas é improvável que isso ocorra. O controle de entrada e saída é talvez a mais importante arma do governo para manter a fidelidade ideológica. Imagine o que pensaria meu vizinho, um militante do partido que ganha em moeda nacional, se eu fosse ao Brasil, conhecesse várias cidades e voltasse cheia de histórias para contar sobre o que vi e comi. Seria um golpe muito forte no estado. No mais, essa questão é antiga. Eu até coloquei no blog uma foto de uma revista espanhola de 1991 na qual uma autoridade cubana fala da iminência da liberação das viagens. Já se passaram dezoito anos desde então, e nada mudou.
| "Vivo o dilema da mãe cubana: manter o filho aqui mesmo sabendo que um dia ele terá problemas com o governo ou deixá-lo ir embora para realizar seus sonhos. Eu ficaria feliz se Teo não precisasse sair, mas creio que ele será um emigrante" |
Caso consiga permissão para vir ao Brasil, você pensaria em ficar e trabalhar aqui?
Não tenho esse plano. A matéria-prima do meu trabalho é a realidade cubana. Não quero e não posso ficar longe das minhas histórias. Se pudesse viajar, eu certamente o faria, mas não seria apenas para o Brasil. Tenho de passar nos Estados Unidos e na Espanha para receber os prêmios que ganhei. Talvez desse um pulo à Alemanha e à Suíça. E só. Faz tempo que aprendi que a vida para mim não está em outro lugar a não ser em Cuba. Para o meu país eu voltarei sempre.
Raúl tem 78 anos e Fidel está à beira da morte. Quem vai assumir o poder em Cuba quando eles forem embora?
Os futuros governantes de Cuba serão pessoas comuns, que não conhecemos. Não mostram publicamente suas ideias reformistas por medo de que aconteça a elas o mesmo que ocorreu com Carlos Lage, o médico que era vice-presidente e foi condenado ao ostracismo. Quando a velha-guarda deixar o poder, muita gente carismática e talentosa sairá das sombras. Será como na União Soviética. Até assumir a Presidência, Mikhail Gorbachev tinha uma trajetória cinza. Era um funcionário a mais, fiel ao partido. No Kremlin, destacou-se como um transformador.
Seu filho completou 14 anos. Qual é o futuro que o espera?
Teo é um garoto inquieto. Foi criado em clima de tolerância e liberdade. Ele terá muita dificuldade se Cuba continuar assim. Cedo ou tarde, vai esbarrar nesse muro e pensará em sair. Isso me dói muito. Vivo o dilema da mãe cubana: manter o filho aqui mesmo sabendo que um dia ele terá problemas com o governo ou deixá-lo ir embora para realizar seus sonhos. Eu ficaria feliz se Teo não precisasse sair, mas creio que ele será um emigrante.
Como é a situação econômica atual comparada à grande crise ocorrida quando Cuba perdeu a mesada da União Soviética?
A crise contemporânea ainda não se compara com a dos anos 90. Naquele tempo meus pais me mandavam ir dormir mais cedo porque não tínhamos o que comer. Minha magreza é, em parte, uma sequela daquele período de fome. Hoje certamente há uma recaída econômica muito forte. A produção nacional é ínfima e obriga Cuba a importar 80% dos alimentos que consome. O problema é que o país não tem liquidez para comprar no exterior. A queda, contudo, está sendo amortecida pelo turismo, pelo dinheiro enviado por cubanos do exterior e pela possibilidade de exercer uma profissão ilegal.
A liberação de viagens de americanos para a ilha já mudou alguma coisa?
Essa foi uma notícia magnífica para os cubanos, que agora podem reencontrar seus parentes. Essas visitas ajudam também com palavras de estímulo, dinheiro e produtos básicos. Lamentavelmente, nunca fomos tão dependentes dos Estados Unidos.
...
sábado, 3 de outubro de 2009
Quer sobreviver? Reconheça um Psicopata!
Personalidade Perversas dos Psicopatas
A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes
Personalidade Perversa Caracteriza-se por uma acentuada debilidade dos sentimentos sociais que pode resultar da ignorância das normas éticas habituais, das exageradas tendências instintivas anti-sociais, da incapacidade de compreensão das obrigações morais.
Nos casos de personalidade perversa, a inteligência quanto mais desenvolvida, mais grave torna o caso, porquanto ela é, então, utilizada para mascarar melhor os atos amorais.
Sindrome Narciso Maligno
- Mentiras sistemáticas e Comportamento fantasioso.
- Ausência de Sentimentos Afetuosos
Amoralidade
Impulsividade
- Incorregibilidade
- Falta de Adaptação Social
Seu amigo Psicopata A mente do Psicopata
Mandamentos dos Psicopatas
Entrevista com Psicopatas
Síndrome do Narciso Maligno A Síndrome de Don Juan
Psicopatas eles estão entre nós
POR ONDE ANDAM OS PSICOPATAS
Reconhecer um psicopata não é tarefa fácil
Paulo Pavesi : Ao contrário do que dizem, tráfico de órgãos é muito mais comum do que você imagina
Petições on line pela vinda de YoaniSanchez ao Brasil
Assine e divulgue Petições on line pela vinda de Yoani:
http://www.petitiononline.com/yoani_br/petition.html

Corregedoria pede ao TJCE informações sobre caso Maria da Penha
A Corregedoria Nacional de Justiça solicitou ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) para que, em 15 dias, sejam encaminhadas informações sobre a demora no andamento do processo e no julgamento de Marco Antonio Herédia Viveiros, por várias agressões e crime de tentativa de homicídio contra a então esposa, a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Maria da Penha deu nome à Lei 11.340/2006 que prevê penalidades aos autores de violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo o ofício enviado na última sexta-feira (25/09), as informações deverão ser encaminhadas ao
A denúncia foi feita pela farmacêutica diretamente ao corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, durante audiência pública promovida pela corregedoria em Fortaleza (CE), no início deste mês. Na ocasião ela disse que enfrentou várias tentativas de protelação ou mesmo omissão por parte do Judiciário no andamento do seu processo, desde a época da violência que sofreu, na década de 80, e que a levou a ser submetida a várias cirurgias e a ter paraplegia irreversível. O crime contra a vida da farmacêutica por parte do ex-marido aconteceu em 1983 e o processo só foi concluído em outubro de 2002 quando faltavam seis meses para prescrever .
No seu pedido de providências, feito durante inspeção da Corregedoria do CNJ no Judiciário do Ceará, ela solicitou a apuração da responsabilidade das pessoas que provocaram tal demora injustificada, dentre magistrados e servidores do Judiciário, além de atrasos, também injustificados, que impediram o andamento do processo dentro dos limites do princípio da razoável duração do mesmo, conforme prevê a Constituição de 1988.
De acordo com Maria da Penha, "é preciso conhecer as pessoas que trabalham contra a Justiça neste país". Com extensa repercussão no Brasil, o caso Maria da Penha chamou a atenção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, devido aos aspectos bárbaros do crime. Conforme afirmou a farmacêutica durante a audiência pública em Fortaleza, se não fosse a intervenção da Justiça Internacional, seu caso teria prescrito. HC/SR
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"é preciso conhecer as pessoas que trabalham contra a Justiça neste país".
Maria da Penha Maia Fernandes
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A denúncia da Maria da Penha Maia Fernandes, é a denúncia de muitas mulheres brasileiras que recorrem ao judiciário, apesar da Lei Maria da Penha a barbarie da indiferença e morosidade do judiciário continua, provocando mortes e muitas dores.
Que sejam punidos e afastados estes que dizem falar pela Justiça mas são cúmplices de criminosos!
É na palavra consciência que está o poder de decisão, e não adianta fugir dela. Amyra El Khalili
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É necessário projetar na mente das pessoas imagens positivas, de auto-estima, de valores humanos e espirituais, trabalhando a consciência. É um processo de resgate, de cura, não de culpa porque somos sempre bombardeados pela grande imprensa com essa noção de culpa. Vivemos um modelo de sucesso materialista onde Ter é melhor que Ser. Que mensagem estamos passando para os nossos jovens? O que nós estamos dizendo para a sociedade quando a gente só propaga a doença, o mal, a violência, o oportunismo? Tenho crenças! E por isso que ainda estou em pé, fazendo coisas. Acredito no poder da informação. Uma informação clara, transparente e didática. Podemos ter opiniões, mas não vamos decidir pela sociedade. É na palavra consciência que está o poder de decisão, e não adianta fugir dela. Gosto muito da expressão nova consciência porque não podemos dizer que as pessoas não estão conscientes, elas estão, mas num padrão de verdade antigo, velho, desgastado. Existe consciência sim. Mas a consciência de que eu preciso ganhar dinheiro, que preciso pagar as contas, que preciso lucro, que é lucro a qualquer preço. Uma consciência que está profundamente doente em estado terminal.
Amyra El Khalili é economista, presidente do Projeto BECE (sigla em inglês) Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais. É também fundadora e co-editora da Rede Internacional BECE-REBIA (www.bece.org.br ), membro do Conselho Gestor da REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental, do Conselho Editorial do Portal do Meio Ambiente (www.portaldomeioambiente.org.br ) e da Revista do Meio Ambiente (www.rebia.org.br ). É professora de pós graduação com a disciplina "Economia Sócioambiental" na Faculdade de Direito de Campos de Goytacazes e pela OSCIP Prima Sustentabilidade.
Quando o poder se julga maior do que a memória de um povo!
e no massacre da Guiné
CONACRI, Guiné O exército da Guiné foi acusado nesta quinta-feira de sumir com dezenas de corpos de vítimas do massacre de segunda-feira em um estádo de Conakry, onde uma manifestação foi violentamente reprimida, mas as autoridades mantiveram o número de 56 civis mortos.A Organização de Defesa dos Direitos Humanos da Guiné (OGDH) difundiu o número de 157 mortos e 1.200 feridos nas mãos das forças de segurança que foram dispersar uma manifestação pacífica da oposição. A ONU falou, por sua vez, em mais de 150 mortos.
Nesta quinta, o presidente da OGDH, Thierno Maadjou Sow, afirmou à AFP que sua organização foi contatada pelas famílias a propósito do sepultamento de corpos durante a madrugada. "Esperamos encontrar estes lugares para que os médicos possam desenterrar os cadáveres", afirmou.
As autoridades desmentiram as acusações e abriram o necrotério de um hospital de Conakry à imprensa.
A pedido da imprensa, a diretora do hospital CHU, Ignace Deem, levou os jornalistas para visitar um ferido de 17 anos que foi transferido inconsciente do estádio para o hospital.O paciente contou que estava na manifestação quando os militares o agrediram nas costas e na cabeça.
O capitão Dadis Camara se defendeu do ocorrido no estádio, dizendo que o exército deve ser obrigatoriamente reformado.Ele afirmou também que, se houve carnificina, foi antes de mais nada culpa dos líderes da oposição por terem levado os jovens da periferia às ruas.
Dezenas de milhares de manifestantes que se reuniram segunda-feira no maior estádio de Conakry para denunciar a "usurpação do poder pelos militares" e a possível candidatura para as eleições presidenciais do chefe da junta, Musa Dadis Camara.
Um dos responsáveis da oposição na Guiné, Cellou Dalein Diallo, que levou na segunda-feira uma surra dos militares, deixou nesta quinta-feira Conakry rumo a Dakar a bordo de um avião presidencial senegalês. Segundo seus próximos, ele deve ir em seguida para a França.AFP
A Organização não Governamental (NGO) repudiou igualmente as "matanças maciças que não honram África" ocorridas em Conakry durante a repressão duma manifestação popular contra a candidatura do chefe da Junta no poder, Moussa Dadis Camara, as eleições presidenciais.
Na sua declaração lida por Marguerite Yoli Bi do WANEP-CI, as associações femininas denunciaram o "mutismo curioso" dos chefes de estado africanos face à tragédia que vive o povo guineense.
Além disso, elas pedem a constituição duma comissão de inquérito sob a égide da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana e das Nações Unidas para situar as responsabilidades e sancionar os autores.
Finalmente, elas exortam a sociedade civil africana a mobilizar-se para a organização de eleições democráticas na Guiné-Conakry "nas quais nenhum membro da Junta deverá participar".
Tudo é questão de Tempo e Espaço - Diário de uma Fênix
Diário de uma Fênix
Existem pessoas erradas em momentos certos;
Existem pessoas certas em momentos certos;
Tudo é questão de Tempo e Espaço;
Tudo é questão de Destino "
"Diário de uma Fênix" é uma história que explora sentimentos
que nos atormentam, mas que somos obrigados a conviver com eles, como amor e saudades.
Um romance que tem em seus mistérios revelações inesperadas com o o etivo de tocar o coração de cada um,
que permite a cada leitor criar seus próprios personagens e foi descrita de forma simples a fim de atingir todas as pessoas.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
São Miguel
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Não existe silêncio dos bonsss
Notificação judicial contra o Estado da Bahia visando que presos perigosos não se beneficiem de indulto.
A notificação judicial é contra o Estado da Bahia, com o objetivo de adverti-lo, o Estado de que, segundo a constituição federal de 1988, o ato do Estado, tem que ser revestidos de legalidade e m






























