sexta-feira, 1 de maio de 2009
Dia Nacional da Mulher
A gripe suína e o monstruoso poder da indústria pecuária
Em 1965, havia nos EUA 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos debilitados. Cientistas advertem sobre o perigo das granjas industriais: a contínua circulação de vírus nestes ambientes aumenta as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos. A análise é de Mike Davis.
A gripe suína mexicana, uma quimera genética provavelmente concebido na lama fecal de um criadouro industrial, ameaça subitamente o mundo inteiro com uma febre. Os brotos na América do Norte revelam uma infecção que está viajando já em maior velocidade do que aquela que viajou a última cepa pandêmica oficial, a gripe de Hong Kong, em 1968.
Roubando o protagonismo de nosso último assassino oficial, o vírus H5N1, este vírus suíno representa uma ameaça de magnitude desconhecida. Parece menos letal que o SARS (Síndrome Respiratória Aguda, na sigla em inglês) em 2003, mas como gripe, poderia resultar mais duradoura que a SARS. Dado que as domesticadas gripes estacionais de tipo "A" matam nada menos do que um milhão de pessoas ao ano, mesmo um modesto incremento de virulência, poderia produzir uma carnificina equivalente a uma guerra importante.
Uma de suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, predicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na possibilidade de conter as pandemias com respostas imediatas das burocracias sanitárias e independentemente da qualidade da saúde pública local. Desde as primeiras mortes causadas pelo H5N1 em 1997, em Hong Kong, a OMS, com o apoio da maioria das administrações nacionais de saúde, promoveu uma estratégia centrada na identificação e isolamento de uma cepa pandêmica em seu raio local de eclosão, seguida de uma massiva administração de antivirais e, se disponíveis, vacinas para a população.
Uma legião de céticos criticou esse enfoque de contrainsurgência viral, assinalando que os micróbios podem agora voar ao redor do mundo quase literalmente no caso da gripe aviária muito mais rapidamente do que a OMS ou os funcionários locais podem reagir ao foco inicial. Esses especialistas observaram também o caráter primitivo, e às vezes inexistente, da vigilância da interface entre as enfermidades humanas e as animais. Mas o mito de uma intervenção audaciosa, preventiva (e barata) contra a gripe aviária resultou valiosíssimo para a causa dos países ricos que, como os Estados Unidos e a Inglaterra, preferem investir em suas próprias linhas Maginot biológicas, ao invés de incrementar drasticamente a ajuda às frentes epidêmicas avançadas de ultra mar. Tampouco teve preço esse mito para as grandes transnacionais farmacêuticas, envolvidas em uma guerra sem quartel com as exigências dos países em desenvolvimento empenhados em exigir a produção pública de antivirais genéricos fundamentais como o Tamiflu, patenteado pela Roche.
A versão da OMS e dos centros de controle de enfermidades, que já trabalha com a hipótese de uma pandemia, sem maior necessidade novos investimentos massivos em vigilância sanitária, infraestrutura científica e reguladora, saúde pública básica e acesso global a medicamentos vitais, será agora decisivamente posta a prova pela gripe suída e talvez averigüemos que pertence à mesma categoria de gestão de risco que os títulos e obrigações de Madoff. Não é tão difícil que fracasse o sistema de alertas levando em conta que ele simplesmente não existe. Nem sequer na América do Norte e na União Européia.
Não chega a ser surpreendente que o México careça tanto de capacidade como de vontade política para administrar enfermidades avícolas ou pecuárias, pois a situação só é um pouco melhor ao norte da fronteira, onde a vigilância se desfaz em um infeliz mosaico de jurisdições estatais e as grandes empresas pecuárias enfrentam as regras sanitárias com o mesmo desprezo com que tratam aos trabalhadores e aos animais.
Analogamente, uma década inteira de advertências dos cientistas fracassou em garantir transferências de sofisticadas tecnologias virais experimentais aos países situados nas rotas pandêmicas mais prováveis. O México conta com especialistas sanitários de reputação mundial, mas tem que enviar as amostras a um laboratório de Winnipeg para decifrar o genoma do vírus. Assim se perdeu toda uma semana.
Mas ninguém ficou menos alerta que as autoridades de controle de enfermidades em Atlanta. Segundo o Washington Post, o CDC (Centro de Controle de Doenças) só percebeu o problema seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de urgência. Não há desculpas para justificar esse atraso. O paradoxal desta gripe suína é que, mesmo que totalmente inesperada, tenha sido prognosticada com grande precisão. Há seis anos, a revista Science publicou um artigo importante mostrando que "após anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte tinha dado um salto evolutivo vertiginoso".
Desde sua identificação durante a Grande Depressão, o vírus H1N1 da gripe suína só havia experimentado uma ligeira mudança de seu genoma original. Em 1998, uma variedade muito patógena começou a dizimar porcas em uma granja da Carolina do Norte, e começaram a surgir novas e mais virulentas versões ano após ano, incluindo uma variante do H1N1 que continha os genes do H3N2 (causador da outra gripe de tipo A com capacidade de contágio entre humanos).
Os cientistas entrevistados pela Science mostravam-se preocupados com a possibilidade de que um desses híbridos pudesse se transformar em um vírus de gripe humana acredita-se que as pandemias de 1957 e de 1968 foram causadas por uma mistura de genes aviários e humanos forjada no interior de organismos de porcos e defendiam a criação urgente de um sistema oficial de vigilância para a gripe suína: advertência, cabe dizer, que encontrou ouvidos surdos em Washington, que achava mais importante então despejar bilhões de dólares no sumidouro das fantasias bioterroristas.
O que provocou tal aceleração na evolução da gripe suína: Há muito que os estudiosos dos vírus estão convencidos que o sistema de agricultura intensiva da China meridional é o principal vetor da mutação gripal: tanto da "deriva" estacional como do episódico intercâmbio genômico. Mas a industrialização empresarial da produção pecuária rompeu o monopólio natural da China na evolução da gripe. O setor pecuário transformou-se nas últimas décadas em algo que se parece mais com a indústria petroquímica do que com a feliz granja familiar pintada nos livros escolares.
Em 1965, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos muito debilitados.
No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um informe sobre a "produção animal em granjas industriais", onde se destacava o agudo perigo de que "a contínua circulação de vírus (...) característica de enormes aviários ou rebanhos aumentasse as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos". A comissão alertou também que o uso promíscuo de antibióticos nas criações de suínos mais barato que em ambientes humanos estava propiciando o surgimento de infecções de estafilococos resistentes, enquanto que os resíduos dessas criações geravam cepas de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou um bilhão de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).
Qualquer melhora na ecologia deste novo agente patógeno teria que enfrentar-se com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e pecuários, como Smithfield Farms (suíno e gado) e Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática de suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas algumas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento de pesquisadores que cooperaram com a investigação.
Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como a gigante avícola Charoen Pokphand, sediada em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre seu papel na propagação da gripe aviária no sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do vírus da gripe suína bata de frente contra a pétrea muralha da indústria do porco.
Isso não quer dizer que nunca será encontrada uma acusadora pistola fumegante: já corre o rumor na imprensa mexicana de um epicentro da gripe situado em torno de uma gigantesca filial da Smithfield no estado de Vera Cruz. Mas o mais importante sobretudo pela persistente ameaça do vírus H5N1 é a floresta, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da OMS, a progressiva deterioração da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente bagunçada.
Mike Davis é professor no departamento de História da Universidade da Califórnia (UCI), em Irvine, e um especialista nas relações entre urbanismo e meio ambiente. Ex-caminhoneiro, ex-açogueiro e ex-militante estudantil, Davis é colaborador das revistas New Left Review e The Nation, e autor de vários livros, entre eles Ecologia do Medo, Holocaustos coloniais, O monstro bate a nossa porta (editora Record), e Cidade de quartzo: escavando o futuro em Los Angeles (Boitempo) Também é membro do Conselho Editorial de Sin Permiso.
*Artigo publicado originalmente no The Guardian (27/04/2009). Publicado também, em espanhol, no Sin Permiso.
Por redação da Carta Maior *Tradução: Katarina Peixoto (Envolverde/Carta Maior )
Entre endemias, epidemias,pandemias na Bahia
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Monitor de escândalos no Congresso 2009
Idade das Trevas
O legado do Império Romano foi marcante para a humanidade por suas inúmeras realizações em diversas áreas, especialmente, na política, na arte da guerra e no Direito. Mas, nem mesmo o maior poder, o esplendor mais estonteante duram para sempre nessa vida de incertezas e finitudes.
A queda de Roma não ocorreu com dramática subtaneidade, mas, prolongou-se durante cerca de dois séculos (284-476). Na verdade, a partir do século III, concomitante ao declínio econômico, pode-se dizer que se inicia a Era do Obscurantismo para toda Europa Ocidental.
Várias foram as causas do complexo fenômeno da decadência do Império global daquela época e, entre elas, se pode apontar: a degradação do intelecto pelas religiões, as invasões bárbaras, a exaustão dos recursos do Estado para manutenção de imensa máquina militar, a depravação moral.
Entre 400 e 800, desenrola-se o primeiro período medieval que abarca a Europa Ocidental e que se caracteriza pela maioria dos atributos designados como medievais ou Idade das Trevas. É um interregno de profunda ignorância e superstição, no qual o homem viveu com olhos vendados. A cultura, em certos aspectos, representou uma volta ao barbarismo. A atividade econômica baixou a níveis primitivos de troca direta, enquanto o ascetismo mórbido substituía as atitudes sociais racionais.
A história seguiu, veio o Renascimento, a Idade Moderna e não há que se negar o gigantesco progresso do mundo contemporâneo. Ciência e tecnologia avançaram de modo rápido e extraordinário. O enorme desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação tornou o planeta globalizado. E na era dos computadores, especialmente através da impressionante Internet, as comunicações humanas superaram tempo e espaço. O mundo hoje é de fato a "aldeia global" com os benefícios materiais que trazem confortos inimagináveis até bem pouco tempo atrás para o ser humano como um todo. O desenvolvimento da indústria a partir da Revolução Industrial, começada na Inglaterra no final do século XVII, princípio do século XIX, ensejou no transcorrer do século XX a sociedade de consumo que englobou as classes mais baixas e lhes possibilitou o acesso a bens antes restritos às classes mais altas.
O liberalismo, nascido no século VIII, também na Inglaterra, como ideologia da burguesia ascendente, e que em sua forma original se achava dissociado da idéia democrática, ao defender as liberdades como as de mercado, de expressão, de associação, de pensamento, enfim, a idéia de que o homem tem liberdade de escolher sua vida e seus objetivos, e de que o governo não pode negar essa liberdade, fez aparecerem novas forças sociais, que mesmo sem propriedades passaram a ter voz e vez. O liberalismo, associado ao capitalismo, trouxe a democracia com o voto universal, as eleições livres, a pluralidade partidária. Avançou também o arcabouço jurídico e com ele a noção de Estado de Direito, aperfeiçoada depois para Estado Democrático de Direito.
A par de tantos progressos a natureza humana em essência não evoluiu. O século XX conhecerá o flagelo dos totalitarismos, o comunismo e o nazismo com a indelével mancha do Holocausto, enquanto o fascismo lançava suas garras sobre a Itália.
O Muro de Berlim caiu, o Império Soviético desmoronou, a China continua comunista em termos políticos, mas capitalista na esfera econômica. Entretanto, em todo mundo, o século XX trouxe consigo um processo de degradação moral, de perda de valores, de alteração da família e o aparecimento de órfãos de pais vivos, de orientalismo religioso através do avanço do fundamentalismo Islâmico.
Dois males sociais se agigantaram com força nefasta e destrutiva: o terrorismo e o tráfico de drogas com conseqüente consumo de tóxicos. E enquanto a crise econômica que atingiu a nação mais desenvolvida do planeta se espraia por todo mundo, aumentam as explosões sociais das sociedades que, acostumadas ao bem-estar proporcionado pelos avanços proporcionados pela globalização, não se conformam em perdê-los, ou então querem destruí-los para voltarmos em outro mundo possível à Idade da Pedra Lascada.
Os ideólogos do atraso pregam contra o progresso adquirido, enquanto, perigosamente, Estados vão readquirindo cada vez mais controle econômico em suas sociedades, o que levará a maior domínio político e social. Aumentam a violência, a falência das empresas, as demissões em massa, enquanto governantes perplexos parecem impotentes diante da crise, em que pesem os esforços empreendidos para atenuá-la. E assim, o mundo do progresso material submerge e acentua a vulgaridade, a superficialidade dos relacionamentos, a propaganda enganosa, o desregramento dos costumes, a perda dos valores, a banalização da vida.
Os processos históricos, porém, são dinâmicos, e se o homem não destruir o planeta, poderá vir, em tempo não previsto, um novo Renascimento onde o ser humano evoluirá para construir um mundo, se não perfeito, porque isso é impossível, pelo menos melhor, mais aperfeiçoado, menos pleno de ignorância.
Por enquanto, aqui no Brasil, já regredimos à prática do canibalismo, que certamente será descrito com volta à antiga pureza, como politicamente correto ou ecológico. Na verdade, por nossa livre e espontânea vontade estamos todos sendo canibalizados pelo governo. Como bárbaros que estamos nos estando tornando, agradecemos ao pai Estado e submergimos alegremente nas trevas cantando uma marchinha carnavalesca.
E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.
Estadão
A medida número um é lavar as mãos, eles dizem --uma maneira surpreendentemente eficaz para prevenir todos os tipos de doenças, incluindo a gripe comum e a nova e misteriosa gripe suína.
"Proteja sua tosse ou seu espirro, lave suas mãos frequentemente", aconselhou Richard Besser, diretor do CDC.
O vírus da gripe pode se espalhar em tosses e espirros, mas evidências crescentes mostram que pequenas partículas do vírus podem resistir em mesas, telefones e outras áreas e serem transferidas pelos dedos quando levados à boca, nariz ou olhos.
Álcool em gel e sabonetes em espuma são eficazes na destruição de vírus e bactérias.
Qualquer um com os sintomas semelhantes ao da gripe suína, como febre repentina, tosse ou dores musculares, deve evitar o trabalho ou o transporte público e deve realizar exames médicos.
E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. Marcos 5-1-13
Os deixamos sair...
Sem ME, Com ME, Em ME
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Dia Nacional da Mulher
terça-feira, 28 de abril de 2009
Territorio Mulher
sábado, 25 de abril de 2009
Senhor Deus,aprendemos
Aprendemos que não somos livres
Aprendemos como são os seres implacáveis
Aprendemos como são os maus e os perversos
Aprendemos o tamanho da violência
Aprendemos à extensão da injustiça
Aprendemos a escutar o som da dor
Aprendemos a perceber a dimensão do sofrimento
Aprendemos que vivemos uma farsa em nosso país
Aprendemos
Aprendemos a não alimentar urubus
Aprendemos a reconhecer a corrupção
Aprendemos a fome
Aprendemos que não progredimos
Aprendemos a imoralidade
Aprendemos como agem os poderosos
Aprendemos a considerar nossas limitações
Aprendemos a ironizar nosso medo
Aprendemos à afastar imundos, imundas
Aprendemos a perceber nossa ignorância,
ingenuidade, credulidade
Aprendemos como perdemos nossa vida
Aprendemos
Fez-se necessário, este duro aprendizado.
Soberbos como somos, rompemos o elo com o divino
E nos proclamamos deuses
Perdoai-nos Senhor pois não sabíamos o que fazíamos
Perdoai-nos!
Aprendemos!
ALFABETO BAIANÊS
terça-feira, 21 de abril de 2009
Voce denunciou os Home!
Assim me responderam em 2006 quando confrontei muitos dos que vivem nesta terras, baianos, de outros estados, estrangeiros,da razão pela qual não intercederam por mim depois dos abusos de autoridades, difamações e agressões que sofri em Itacaré - Bahia.
" Você denunciou os Home " se referindo aos policiais militares e civis.
Covardes, respondi!
Assim é a situação na Bahia, entre traficantes, criminosos ou em relação a policia, todos tem medo.

E saibam os Covardes que através de denúncias é que se limpa á area de traficantes, de golpistas,de assaltantes, de policiais e autoridades que não honram com seus deveres e obrigações para com a população.
Ana Maria C. Bruni
2009 Itacaré- Bahia
NÃO EM MEU NOME
Você vai concordar com isso? Em seu nome? Vai assinar embaixo? Então se não concorda, se como cidadão brasileiro você não quer ver seu nome envolvido nesta história, assine aqui e envie seu protesto ao Itamaraty: Não em nosso nome!!!
Assinaturas: 3248
De olho na mídia
Em nome do Pai não permitam dizerem que o Holocausto não existiu
Conversa com o Governador Jaques Wagner
Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro em 16 de março de 1951. Sua atividade política iniciou-se em 1968 quando ingressou no movimento estudantil e presidiu o Diretório Acadêmico da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Em 1973, perseguido pelo regime militar, teve que abandonar o curso de Engenharia, quando faltava muito pouco para se formar e chegou a Salvador, na Bahia, em 1974. Desde então, Wagner vive na Bahia, onde iniciou sua trajetória profissional e política. Jaques Wagner é baiano por opção. (Leia mais)
Prezado Senhor Governador da Bahia Jaques Wagner
Vamos conversar como cariocas, pois a situação está muito complicada na Bahia.
Vim como o senhor também do Rio de Janeiro -cidade maravilhosa -em 1998 para Itacaré- Bahia, diziam ser um paraíso. Nosso Rio deixou de ser maravilhoso e por aqui está mais para inferno terrestre..
Quando assumiu o governo em 2007 minhas esperanças renasceram, prometia transformações,mas estamos em 2009 e não estou nada satisfeita com a atuação deste carioca que se diz baiano de opção.Preferiria que tivesse dito " de coração ", mas isto é só um detalhe...
Então como irmãos de Terra e adotivos desta Terra baiana lhe pergunto: Como um carioca tão capacitado pôde deixar a Bahia nesta situação? Quem são estes que o cercam? Quem lhe traz informações sobre a saúde,educação, fome, saneamento, violência,habitação? Quem são estes de sua equipe?
A história nos apresenta grandes feitos de baianos e baianas, gente culta, instruída, lutadora, competente. O senhor está cercado por elas? Por gente que ama a Bahia e que deseja o melhor para os que vivem aqui?
Quais são as prioridades do Chefe executivo da Bahia? Até construirmos novos aeroportos, ferrovias, resorts de luxo e novas indústrias estrangeiras investirem por aqui quantos baianos desaparecerão destas terras? Quantos perderão seus investimentos? Quantos retornarão para seus estados de origem desalentados e arruinados? Quantos baianos sairão da Bahia em busca de meios de sobrevivência?Quantos terão dengue e morrerão ainda? Quantos?
Não se almeja cargos de chefia em governos se a meta não for atuar com transparência, eficiência e cuidados extremos com os cidadãos sejam seus eleitores ou não. São vidas, nossas vidas que seu governo administra. O senhor gostaria de sua vida administrada por seu governo?
Não nos diga que faz o que se pode, nem culpe a Crise de 2009. Por favor não espere 2010 para realizar obras e tomar medidas essenciais e urgentes para a população.Seja um carioca honesto para com a Bahia.
O senhor possui um censo populacional de cada cidade da Bahia? Conhece realmente as necessidades e o potencial a ser desenvolvido de cada município? O senhor já teve dengue?
Governador Jacques Wagner o senhor ama a Bahia?
Você doaria seus órgãos para o Tráfico de Órgãos?
Drauzio Varella: Diagnóstico de Morte Encefálica é inútil
Eles negam, mas a CPI do tráfico de órgãos comprov...
Mortos acordam em seus velórios
Drauzio Varella: Diagnóstico de Morte Encefálica é...
Drauzio Varella e Transplantes: mentir para prospe...
Atenção traficantes de órgãos no Brasil
Cidadania é algo muito maior e é a representação viva de um povo.
A ONG Caramella Buona apoia Pavesi nas denuncias contra o Tráfico de Órgãos no Brasil.
Paulo Pavesi já teve encontro neste período que está asilado na Itália com o Presidente da Camara Italiana, tem sido foco de diversas matérias em jornais italianos , alem de entrevistas na RAI TV nos últimos meses
Gerente de Sistemas, há 8 anos luta contra a Máfia do Tráfico de Órgãos de Minas Gerais. Agora sob proteção internacional do Governo Italiano através de asilo humanitário concedido em 17 de Setembro de 2008
VÍDEOS PAULO PAVESI
Paulinho e Tráfico de Órgãos no Brasil
http://br.youtube.com/ppavesi
Neste Blog em pesquisar coloque Paulo Pavesi, diversos topicos e links para outros sites sobre sua luta por justiça e recentemente sobre seu asilo na Italia.
Cabe a nós neste momento tão importante apoiá-lo para que as denúncias contra o Tráfico de órgãos tenham repercussão e esclarecimentos em nosso país.
OEA: P-893-07 - Tráfico de Órgãos Denúncia para OEA
Paulo Pavesi
Ana Maria C. Bruni
Desproteger os justos enquanto não se toma medida alguma contra os injustos é o cúmulo da injustiça.
O Brasil somente poderá aceitar uma política de desarmamento no dia em que o governo conseguir impedir por completo a entrada de armas contrabandeadas no país. E não só isso. Deverá, primeiro, retirar as armas de todos os bandidos. Onde já se viu deixar a população desarmada em meio a milhares (ou milhões, talvez) de bandidos que as utilizam para matar cada um de nós? Desproteger os justos enquanto não se toma medida alguma contra os injustos é o cúmulo da injustiça.
Na íntegra Assassino invisível
Reunião Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa de 15/04/2009
15/04/2009 -
A violência doméstica contra as mulheres, tanto nos meios urbanos como em zonas rurais, pode ter entre suas causas o modelo patriarcal em que está baseada a sociedade brasileira, bem como da falta de políticas estatais que protejam a mulher. Essa foi a avaliação das participantes da audiência pública que discutiu o assunto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). As convidadas também destacaram, entre as dificuldades que as brasileiras enfrentam, a dependência financeira de muitas mulheres em relação aos homens e a falta de estrutura para denunciar casos de agressões. Audiência pública foi iniciativa da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), e teve a participação das senadoras Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e Fátima Cleide (PT-RO).
Na opinião da gerente de projetos da Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM), Ane Rosenir Teixeira da Cruz, a violência doméstica no campo e nas florestas envolve aspectos culturais e de educação, uma vez que, muitas vezes, a agressão à mulher é vista como algo natural.
- Salvo as diferenças regionais, a violência é um fenômeno que atinge a todas as mulheres. É um preconceito que existe em todo o mundo, não apenas no Brasil - ressaltou Ane Cruz.
Ela defendeu ainda a instituição de ações conjuntas dos ministérios, bem como de entidades da sociedade que visam proteger a mulher. Para Ane Cruz, o enfrentamento da violência contra a parcela feminina da população não depende apenas da atuação policial, mas de políticas públicas integradas para combater o problema.
E informou ainda que a SPM dispõe de telefone para receber denúncias de violência contra a mulher - o Ligue 180. As ligações podem ser feitas de forma gratuita de qualquer parte do país, explicou Ane Cruz, acrescentando que o serviço está subsidiando pesquisas sobre a violência contra a mulher no Brasil.
A coordenadora da Via Campesina Brasil, Rosangela Piovizani, apontou a falta de pesquisas sobre a violência no campo e nas florestas. Ela disse que as informações disponíveis são muito gerais e não enfocam especificamente a realidade de cidades do interior do país.
Piovizani também criticou a dificuldade que as mulheres enfrentam para obterem crédito em instituições financeiras. Ela disse que esse impedimento deve-se ao fato de que apenas 12% das mulheres brasileiras possuem a titularidade de terras. Ele disse considerar também um tipo de violência a falta de reconhecimento do papel da mulher na sociedade.
A representante da Rede Feminina de Marcha Mundial de Mulheres, Carla de Paiva, informou que em 98% dos casos de violência contra as mulheres os responsáveis são os companheiros ou ex-companheiros. Para ela, a solução do problema depende de ações institucionais, como a divulgação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), que visa prevenir e combater a violência doméstica, bem como a articulação das políticas públicas de proteção à mulher. Ele defendeu ainda o fortalecimento político da figura feminina.
Educação
O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), defendeu o combate à violência contra as mulheres por meio da educação. Ele disse que um sinal de que o problema ainda poderá existir por muito tempo é o fato de não haver pessoas especializadas para detectar e tratar casos de violência nas famílias. É preciso, disse o senador, que as pessoas não considerem normal a violência doméstica.
A secretária de Mulheres da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmem Helena Ferreira Foro, argumentou que uma sociedade democrática não deve tolerar a violência. Também para ela, a educação poderá contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. Ela pediu o comprometimento das instituições públicas, especialmente do Legislativo, para conquistar esse fim.
Também a coordenadora-geral da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), Elisângela Araújo, defendeu a educação como meio de superar a violência contra as mulheres. Ela também apontou a contribuição de outros problemas sociais, como exclusão, desemprego e desestruturação da família como estímulos às agressões contra as mulheres.
O senador Paulo Paim (PT-RS) sugeriu a realização de uma audiência pública no Plenário do Senado sobre o assunto com a finalidade de denunciar a violência contra as mulheres e informar a sociedade e os senadores sobre o problema.
Constituição
Contra o Tirano! de Gandhi
"A não-violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade do malfeitor, mas um empenho, com todo o ânimo, contra o tirano. Assim, um só indivíduo, tendo como base esta lei, pode desafiar os poderes de um império injusto para salvar a própria honra, a própria religião, a própria alma, e adiantar as premissas para a queda e a regeneração desse mesmo império.".
MAHATMA GANDHI (1869 - 1948)
Passagem para o Inferno
Prestem atenção nestes Caras e não permitam que o Brasil assinem acordos em seus nomes!
A Dengue voa, mas também pega carona!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Vexame Nacional a Violência contra a Mulher
Números mostram por que é difícil reduzir a violência contra mulheres
Em discussão a violência contra a Mulher
Em nome do Pai não permitam dizerem que o Holocausto não existiu
NÃO EM MEU NOME
Você vai concordar com isso? Em seu nome? Vai assinar embaixo? Então se não concorda, se como cidadão brasileiro você não quer ver seu nome envolvido nesta história, assine aqui e envie seu protesto ao Itamaraty: Não em nosso nome!!!
Assinaturas: 3248
De olho na mídia
domingo, 19 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Mentira I por Olavo de Carvalho
Falso amor à justiça: Brasil-Mentira I
Nação nenhuma tem o monopólio da imoralidade, mas algumas foram dotadas com uma quota extra que as torna exemplos de escolha numa investigação de filosofia moral. Ao incluir o Brasil entre elas, não tenho em vista as famosas taxas nominais de corrupção, onde, ao contrário, as comparações com outros países têm até um efeito consolador sobre as almas dos nossos compatriotas. Refiro-me a fenômenos de outra ordem, mais difíceis embora não impossíveis de quantificar. Já observei mais de uma vez que a nossa literatura de ficção, escassa em personagens de grandeza excepcional, santos, heróis ou monstros, é rica em figuras de minúsculos farsantes, mentirosos, fingidores compulsivos e semiloucos de vários matizes, que se abrigam numa esfera de irrealidade, fugindo da própria consciência. Com uma ou duas exceções, os personagens do maior e mais significativo dos nossos romancistas são todos assim. Também o são os de Lima Barreto, Raul Pompéia, Marques Rebelo, Annibal M. Machado e tantos outros, sendo até covardia lembrar a figura de Macunaíma, na qual os brasileiros se reconhecem tão facilmente, e cuja veracidade sociológica é atestada por um milhão de piadas populares que mostram os nossos conterrâneos em traços bem parecidos com os dele.
Uma vaga consciência de que há algo de errado com os padrões de moralidade da nossa gente perpassa as conversas familiares, as crônicas de jornal, os espetáculos de cinema e teatro, as novelas de TV, etc., e alimenta algumas discussões de mais alto nível, como aquelas que aparecem em livros de Paulo Prado, Mário Vieira de Melo, J. O. de Meira Penna, Roberto da Matta, Ângelo Monteiro. O que aí se destaca não é a propensão à criminalidade propriamente dita, mas uma tendência quase incoercível a preferir antes o fingimento do que a sinceridade, antes a aparência artificialmente construída do que a realidade conhecida. É como se o brasileiro não acertasse jamais falar com a sua própria voz, sentindo-se antes compelido, por um intenso desejo de aprovação também ele camuflado , a imitar o tom das conveniências momentâneas.
Desde os tempos de Lima Barreto, não se atenuou nem um pouco o vício nacional de sacrificar a ambições mesquinhas, se não à busca obsessiva de segurança contra perigos imaginários, os impulsos mais altos do espírito humano, condenando-os, não raro, como tentações pecaminosas, provas de vaidade, cobiça, pedantismo ou desprezo pelos semelhantes. As vocações intelectuais e artísticas são aí especialmente sacrificadas, não só quando se vêem esmagadas pela pressão e pela chacota do ambiente, mas até mesmo quando se realizam, porque o fazem num sentido oportunístico e farsesco, o único possível nessas condições, que as transforma em caricaturas de si mesmas.Nas últimas décadas, porém, essa deformidade moral crônica foi se acentuando de tal modo que começa a assumir as feições de uma sociopatia alarmante, disseminada sobretudo entre as classes cultas com mais acesso aos meios de difusão. As opiniões dessa gente vão se afastando dia a dia de todo padrão universal de veracidade e moralidade, ao ponto de constituirem já um sistema ético peculiar, válido só no território nacional, fechado e hostil às exigências da consciência humana em geral, inacessível a toda cobrança superior de idoneidade e racionalidade.
O mais característico desse novo sistema é que seus criadores e representantes não têm a mais mínima idéia de quanto suas falas, atitudes e julgamentos são imorais, maliciosos e alheios àquele mínimo de franqueza que uma alma deve ter ao falar consigo mesma para que, quando fala com os outros, se reconheça nela a voz de uma "consciência", um espírito alerta, uma presença viva. Falar numa linguagem de estereótipos, com um automatismo sufocante, parece que se tornou obrigatório.O fator que mais contribuiu para isso foi decerto a tomada dos meios de comunicação, do sistema educacional, das instituições de cultura e dos altos postos da política por uma geração marcada pelo sentimento de vitimização, acompanhado, inevitavelmente, da crença na sua bondade intrínseca e na recusa completa, radical, absoluta, de encarar seus supostos inimigos como sujeitos humanos portadores de uma consciência moral, capazes de dar razão de seus atos e merecedores de um confronto justo. O sentimento de impecância essencial, que está hoje disseminado em todas as classes falantes deste país, predispõe a um discurso de acusação indignada que encobre os mais óbvios pecados próprios sob a impressão artificiosamente reiterada ao ponto de tornar-se uma carapaça invulnerável de estar sempre discursando em nome de valores sublimes sufocados pelo mundo mau, quando, na verdade, o que torna o mundo mau é acima de tudo o número excessivo de pessoas imbuídas desse mesmo sentimento.
Um dos sintomas mais alarmantes dessa patologia é a fúria justiceira com que as autoridades e seus acólitos, os "formadores de opinião", investem contra delitos menores, sobretudo de ordem financeira, ao mesmo tempo que toleram, como detalhe irrisório, a taxa anual de 50 mil homicídios que faz do Brasil a nação mais cruel e assassina do mundo. Quando um magistrado exclama que 94 anos de cadeia são punição branda para a sonegação fiscal e delitos correlatos, ao mesmo tempo que assassinos em série, seqüestradores e traficantes de drogas são protegidos pela leniência das leis e ainda celebrados como vítimas da sociedade má, está claro que uma nova classe falante subiu ao primeiro plano da cena pública, intoxicada de uma tal dose de rancor invejoso contra a "burguesia", que não hesita em conceber traficantes multibilionários como pobres vítimas do capitalismo, fazendo deles aliados na epopéia revolucionária da "justiça social" que pretende implantar.
Leia Olavo de Carvalho
















